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Mais que um armazém

Categoria: Empresariais
Visitas: 2
Comentários: 1
Mais que um armazém

Quando se fala em armazéns vêm à mente umas construções, no mínimo, esquisitas, quadradas, sem cor nem gosto nenhum, que mais parecem uns caixotes gigantes, geminados, normalmente afastados da “civilização” (provavelmente para que a sua fealdade e falta de graça não sejam submetidas ao julgamento colectivo).

Contudo, não tem de ser assim. As mercadorias podem estar armazenadas com classe, com a dignidade que merece qualquer produto prestes a entrar em circulação no mercado.

Se possuíssem a capacidade de captar as energias do exterior, os artigos entrariam, certamente, na onda de depressão que assola o mundo contemporâneo. Isto poderia dar sérios problemas se entre as caixas se encontrasse alguma de fármacos anti-depressivos. Estar-se-ia na presença de um verdadeiro motim “armazenal” (prisional é um termo forte demais…).

Na prisão é como se devem sentir os trabalhadores que passam o dia a laborar num espaço frio e escuro, ideal para cenas de filmes de acção, onde de vez em quando caem torres de caixas que bem podem sepultar alguém com uma descrição incrível.

Que o digam (ou chiem) os ratos, que volta e meia se vêem na iminência de se deslocarem ao funeral de algum familiar ou amigo… Tragédias à parte, está realmente na hora de remodelar e modernizar os armazéns.

A funcionalidade não tem de ser tão sombria! A Benetton apresentaria, com toda a certeza, alternativas mais coloridas…


Rua Direita

Título: Mais que um armazém

Autor: Rua Direita (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Briana AlvesBriana

    11-07-2014 às 19:43:29

    Verdade, que lindo! Acho que a grandiosidade e a beleza fazem desse armazém um brilho especial. Com certeza, é mais que um armazém!

    ¬ Responder

Comentários - Mais que um armazém

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Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

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Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

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Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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