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Como encarar os erros profissionais

Categoria: Empresariais
Visitas: 72
Comentários: 1
Como encarar os erros profissionais

Errar é típico do ser humano e, mais do que isso, faz parte do processo de aprendizagem, na busca pela perfeição. Entretanto, há determinadas situações e locais em que o erro não é permitido, pois pode acarretar prejuízos difíceis de reparar. É o caso das falhas no ambiente de trabalho.

Concentração é sempre a palavra chave capaz de banir os erros de trabalho, embora haja fatores independentes do profissional que o levem a cometer enganos. Alguns graves, outros mínimos.

Conhecer ao máximo as etapas para realização da tarefa, seus desdobramentos, alcance e consequências, diminui a probabilidade da ocorrência de erros. Todavia, algumas firmas, em sua estrutura organizacional, conferem competências aos seus funcionários de forma isolada, como se suas atividades não ecoassem no conjunto empresarial. Esse tipo de organização esfacela processos e cria metodologias deficientes que vão eclodir em deslizes, aparentemente individuais.

Se os lapsos se repetem e aparecem nas tarefas de vários profissionais é quase certo que o problema esteja na forma de gestão, que precisa ser analisada e corrigida. Trata-se de vício de liderança.

As falhas mais comuns decorrem de conhecimento insuficiente, comunicação truncada, falta de motivação ou problemas pessoais que, se não bem trabalhados, interferem no desempenho.

O desenlace destes erros será proporcional à sua gravidade. Aplicam-se, nestes casos, em ordem crescente, a orientação, a advertência verbal e depois escrita, a suspensão e a demissão.

Entretanto, mais causal do que o próprio erro é a postura que o profissional adota frente a ele. A proatividade e a capacidade de iniciativa exigem do funcionário uma atitude imediata para identificar o equívoco, sanar seus efeitos e, em seguida, comunicar à sua chefia imediata o ocorrido.

Para obter um grau mínimo de confiança, cabe ao colaborador inteirar-se previamente de problemas possíveis, conhecer as soluções adotadas em casos similares e que conseqüências podem advir do lapso. Este nível de consciência do problema contribui para que as falhas sejam mínimas e que possam ser resolvidas rápida e eficientemente.

Havendo baixo nível de conhecimento do profissional, desconfiança no seu comportamento ou dúvidas relacionadas ao seu caráter, treinamentos e orientações tornam-se indispensáveis, para consolidação da carreira ou desenvolvimento pessoal.

Reconhecer o erro, saná-lo e comunicá-lo. Estes são os passos para demonstrar a seriedade do colaborador e seu compromisso com a empresa. E esta forma de encarar o problema faz o diferencial de um bom desempenho profissional e da solidez de caráter.


Hediene

Título: Como encarar os erros profissionais

Autor: Hediene Hediene (todos os textos)

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Imagem por: Donald Macleod

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Yuri SilvaYuri

    08-07-2014 às 09:26:37

    Os erros profissionais podem até causar prejuízos, mas são as únicas formas em que realmente aprendemos. É consertar o erro, assumir a responsabilidade e seguir em frente para não mais cometê-los.

    ¬ Responder

Comentários - Como encarar os erros profissionais

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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