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Dicas para cuidar do seu barco

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Barcos
Visitas: 6
Comentários: 1
Dicas para cuidar do seu barco

Para manter a “saúde” de um barco, e a consequente segurança do(s) marinheiro(s) e tripulantes, há que observar determinados procedimentos, simples, mas que se revelam essenciais.

Assim, e ainda que o barco já esteja molhado ou tenha passado o dia a navegar no mais limpo dos rios, é fundamental aplicar jatos de água na casco, a fim de remover impurezas e/ou sal, suscetíveis de comprometer a sua durabilidade. Depois, é aconselhável aplicar um produto específico para o casco e dar nova mangueirada de água limpa, fazendo com que o jorro chegue também à parte interna. Com efeito, ao regressar de cada viagem, deve ter-se o cuidado de retirar tudo o que se encontre no barco e passá-lo por água doce. Em acréscimo, é recomendável lavar a consola, os manómetros, a aparelhagem eletrónica e o vidro com um pano macio e bem espremido, para eliminar todos os resíduos de salitre. A tarefa mais delicada é a limpeza do motor. Faz-se lavando-o com um detergente neutro e lubrificando as frações que ostentem necessidade, mediante a aplicação de produtos antioxidantes.

Após a limpeza, volta-se a colocar o material de bordo no sítio, com todos os equipamentos limpos e secos. O barco é, posteriormente, coberto com um toldo e “estacionado” no lugar que lhe está destinado. Um bom marinheiro tem de saber atracar o barco onde quer que seja sem danificar o casco…

Na limpeza anual, sobretudo quando a embarcação “hiberna”, esvaziam-se todos os compartimentos, retira-se a bateria e o depósito de combustível, lava-se o barco como referido anteriormente e, quando o barco estiver bem seco, verifica-se todo o circuito elétrico em busca de fissuras, estrangulamentos, oxidações, contactos desapertados e cortes, procedendo às respetivas reparações. Problemas na instalação elétrica podem consubstanciar risco de acidentes ou consumo exagerado de energia, sendo que os cabos finos são frágeis e incrementam o perigo de incêndio. Prevenir é a melhor forma de evitar percalços.

No que se refere à bateria, é preciso averiguar os níveis de eletrólitos dos elementos. É ainda recomendável analisar o óleo, mudar os filtros, limpar ou trocar as velas (que devem ser substituídas a cada cem horas de uso) e examinar a hélice. Por outro lado, o painel de iluminação deve constar das preocupações principais, uma vez que dele depende o facto de ver e de se ser visto quando se navega.

Convém, ainda, que o motor do guincho elétrico (que ajuda a puxar a âncora), mesmo que à prova de água, fique dentro do paiol, dado que na proa bate água, o que é passível de lhe reduzir a vida útil. Os guinchos funcionam melhor com correntes do que com cabos, apresentando estas vantagens no que respeita a tração e a segurança na ancoragem.

Embora exterior ao barco, o atrelado que o transporta em terra firme faz parte do conjunto e é bom passar o chassis por água, para que a água salgada não o deteriore.
É imprescindível munir-se de um kit de primeiros socorros e seria muito vantajoso aprender a fazer os vários nós, porque nunca se sabe…


Maria Bijóias

Título: Dicas para cuidar do seu barco

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Imagem por: ell brown

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    17-06-2014 às 06:40:39

    Mantê-los limpos e com cestos de lixo pelo ambiente interno é uma boa ideia. E não jogar restos de alimentos nas águas, isso é péssimo!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - Dicas para cuidar do seu barco

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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