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O Estimado cão Faísca.

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Animais Estimação
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O Estimado cão Faísca.

Quando conheci o Faísca ainda não sabia o impacto que teria o nosso encontro. Vi-o entrar em minha casa com um ar tão satisfeito que me contagiou logo à primeira. Foi amor à primeira vista. O rapazito era pequeno e bem peludo com dois tons diferentes de castanho. Filho de duas raças caninas diferentes tinha um aspecto único. O feitio também era bem original. Corria vezes sem conta à volta da casa até se cansar. Daí o nome também original de Faísca. Corria tanto e tão rápido como uma faísca. Depois deitava a língua de fora à espera de uma pinga de água fresca, para depois se deitar ao comprido em cima do telhado da pequena casota situada num canto do quintal para dormir uma soneca como era o seu hábito. Durante anos foi o meu melhor amigo. Era ele que ouvia as minhas opiniões sem nunca me julgar, ria comigo e fazia-me companhia quando estava triste. Sei que mesmo sem falar me percebia. Era um cão muito inteligente.

Mas como em todas as histórias de amor, existem coisas menos boas para recordar. Foi num dia muito triste e cinzento que tivemos de nos separar. Era inverno, estava frio, e os meus pais decidiram que o Faísca, o meu querido amigo e companheiro de tantos anos, tinha de ir viver para longe, mais propriamente para Vila Nova de Fóz Côa. Assim foi com muita tristeza que o vi partir. Naquele momento senti uma angústia tão forte no meu peito, que me fartei de chorar. O meu melhor amigo de infância ia embora e provavelmente para sempre. E assim foi. Nunca mais voltou a Lisboa. Só o voltei a ver alguns meses depois, bastante velhinho e cansado e deprimido. As saudades de casa tiraram-lhe a alegria. E quando olhou para mim soltou duas lágrimas gordas que escorreram pelas suas faces felpudas. Abracei-o com muita força para prolongar aquele momento. Era a última despedida. Dias depois faleceu.

Esta história é verídica e quero usa-la como homenagem a ser vivo que foi muito mais do que um simples animal de estimação. Foi o meu melhor amigo que vai permanecer para sempre na minha memória e no meu coração.

Jovita Capitão

Jovita Capitão

Título: O Estimado cão Faísca.

Autor: Jovita Capitão (todos os textos)

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Comentários - O Estimado cão Faísca.

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Martelos e marrettas

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Ferramentas
Martelos e marrettas\"Rua
Os martelos e as marretas são, digamos assim, da mesma família. As marretas poderiam apelidar-se de “martelos com cauda”. Elas são bastante mais robustas e mantêm as devidas distâncias: o cabo é maior.

Ambos constituem, na sua génese, amplificadores de força destinados a converter o trabalho mecânico em energia cinética e pressão.

Com origem no latim medieval martellu, o martelo é um instrumento utilizado para “cacetear” objectos, com propósitos vários, pelo que o seu uso perpassa áreas como o Direito, a medicina, a carpintaria, a indústria pesada, a escultura, o desporto, as manifestações culturais, etcétera, variando, naturalmente, de formas, tamanhos e materiais de composição.

A diversidade dos martelos é, realmente, espantosa. O mascoto, por exemplo, é um martelo grande empregue no fabrico de moedas. Com a crise económica que assola o mundo actualmente, já se imaginam os governantes, a par dos banqueiros, de martelo em punho para que não falte nada às populações…

Há também o marrão que, mais do que o “papa-livros” que tira boas notas a tudo, constitui um grande martelo de ferro, adequado para partir pedra. Sempre poupa trabalho à pobre água mole…

O martelo de cozinha serve para amaciar carne. Daquela que se vai preparar, claro está, e não da de quem aparecer no entretanto para nos martelar a paciência…!

Já no âmbito desportivo, o lançamento do martelo representa uma das provas olímpicas, tendo sido recentemente adoptado na modalidade feminina. Imagine-se se, em vez do martelo, se lançasse a marreta… seria, certamente, mesmo sem juiz nem tribunal, a martelada que sentenciaria a sorte, ou melhor, o azar de alguém!

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Título:Martelos e marrettas

Autor:Rua Direita(todos os textos)

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