Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Alimentação > “Bilhete de identidade” e virtudes do bacalhau

“Bilhete de identidade” e virtudes do bacalhau

Categoria: Alimentação
Visitas: 2
Comentários: 1
“Bilhete de identidade” e virtudes do bacalhau

O bacalhau é um peixe de águas frias que entrou nos menus de todo o mundo. Dele aproveita-se tudo: a carne (fresca, seca, defumada ou salgada), o fígado (de onde se extrai óleo), e a bexiga (para fazer cola).

Os cientistas chamam-lhe Gadus morhua ou cod, mas os portugueses tratam-no por bacalhau; é torsk para os noruegueses; baccalà para os italianos; bacalao no dizer dos espanhóis; morue em francês; codfish para os ingleses. Os portugueses, sendo os maiores consumidores do mundo, também o apelidam de “fiel-amigo”.

Há vários peixes da espécie do bacalhau. O Gadus morhua ou cod é o bacalhau legítimo. Pesca-se no Atlântico Norte. É o maior e o mais largo. As suas postas são altas. Tem coloração palha uniforme, quando salgado e seco. Depois de cozido, desfaz-se em lascas claras e tenras. É o mais apetitoso.

O Gadus macrocephalus, o bacalhau do pacífico, é parecido com o cod. Distingue-se pelo rendado branco na cauda, por não se desmanchar em lascas, pois é fibroso, e apresenta-se menos agradável ao paladar.

O Pollachius virens é o chamado bacalhau da Península Ibérica. A sua área estende-se da Noruega até ao Mediterrâneo. É escuro e tem um sabor forte. Utiliza-se em bolinhos, saladas e ensopados de bacalhau.

O ling é mais estreito. Tem uma cor clara, bonita e por isso atrai os compradores e o zarbo é o mais pequeno de todos. O Theragra chalcogramma é conhecido como o paloco do Pacífico.

O bacalhau foi descoberto pelos Wikings, mas foram os bascos que iniciaram a sua comercialização e os portugueses que o levaram para os quatro cantos do mundo. Por ser seco ou salgado, o bacalhau conserva-se muito tempo.

Até à II Guerra Mundial (1939-1945), o bacalhau foi um alimento barato. Era comum na mesa dos pobres. Daí virá a expressão: «Para o que é, bacalhau basta.» Existe uma tradição de comer bacalhau, sobretudo em países de língua portuguesa, em determinadas ocasiões, geralmente associadas a datas religiosas, como é o caso do Natal e da Páscoa.

O Bacalhau, salgado ou seco, conserva todas as propriedades do peixe fresco.

É nutritivo, saboroso, de fácil digestão, rico em minerais e vitaminas e com colesterol quase nulo. O valor alimentício de um quilo de bacalhau equivale a três quilos de outro peixe. O bacalhau é ainda mais nutritivo do que a carne de porco, vaca ou frango.

Com maior ou menor acentuação do seu sabor, não faltam receitas que sugerem combinações deste com outros alimentos das mais variadas naturezas.



Maria Bijóias

Título: “Bilhete de identidade” e virtudes do bacalhau

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 2

767 

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 1 )    recentes

  • BADGER SILVEIRABADGER SILVEIRA

    26-05-2010 às 14:24:22

    O bacalhau Theragra chalcogramma é conhecido como o paloco do Pacífico (no brasil chamamos de Merlusa do alasca)É BACALHAU? Como em vem em file (tipo peixe)e desalgado, como prepara-lo como bacalhau? Poço servi-lo como se fosse bacalhau ou o ideal é mistura-lo com um Shait por exemplo. grato.

    ¬ Responder

Comentários - “Bilhete de identidade” e virtudes do bacalhau

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Ler próximo texto...

Tema: Literatura
Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal\"Rua
Gertrude Stein foi uma escritora de peças de teatro, de peças de opera, de ficção, de biografia e de poesia, nascida nos Estados Unidos da América, e escreveu a Autobiografia de Alice B. Toklas, vestindo a pele, e ouvindo pela viva voz da sua companheira de 25 anos de vida, os relatos da historia de ambas, numa escrita acessível, apresentando situações caricatas ou indiscretas de grandes vultos da arte e da escrita da sua época. Alice B. Toklas foi também escritora, apesar de ter vivido sempre um pouco na sombra de Stein. Apesar de ambas terem crescido na Califórnia, apenas se conheceram em Paris, em 1907.


Naquela altura, Gertrude vivia há quatro anos com o seu irmão, o artista Leo Stein, no numero 27 da rue de Fleurus, num apartamento que se tinha transformado num salão de arte, recebendo exposições de arte moderna, e divulgando artistas que viriam a tornar-se muito famosos. Nestes anos iniciais em Paris, Stein estava a escrever o seu mais importante trabalho de início de carreira, Three Lives (1905).


Quando Gertrude e Alice se conheceram, a sua conexão foi imediata, e rapidamente Alice foi viver com Gertrude, tornando-se sua parceira de escrita e de vida. A casa, como se referiu atrás, tornou-se um local de reunião para escritores e artistas da vanguarda da época. Stein ajudou a lançar as carreiras de Matisse, e Picasso, entre outros, e passou a ser uma espécie de teórica de arte, aquela que descrevia os trabalhos destes artistas. No entanto, a maior parte das críticas que Stein recebia, acusavam-na de utilizar uma escrita demasiado densa e difícil, pelo que apenas em 1933, com a publicação da Autobiografia de Alice B. Toklas, é que o trabalho de Gertrude Stein se tornou de facto reconhecido e elogiado.


Alice foi o apoio de Gertrude, foi a dona de casa, a cozinheira, grande cozinheira aliás, vindo mais tarde a publicar algumas das suas receitas, e aquela que redigia e corrigia o que Gertrude lhe ditava. Assim, Toklas fundou uma pequena editora, a Plain Editions, onde publicava o trabalho de Gertrude. Aliás, é reconhecido nesta Autobiografia, que o papel de Gertrude, no casal, era o de marido, escrevendo e discutindo arte com os homens, enquanto Alice se ocupava da casa e da cozinha, e de conversar sobre chapéus e roupas com as mulheres dos artistas que visitavam a casa. Depois da morte de Gertrude, Alice continuou a promover o trabalho da sua companheira, bem como alguns trabalhos seus, de culinária, e um de memórias da vida que ambas partilharam.


Assim, este livro que inspirou o filme “Meia noite em Paris”, de Woody Allen, é um livro a não perder, já nas livrarias em Portugal, pela editora Ponto de Fuga.

Pesquisar mais textos:

Liliana Félix Leite

Título:Autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, pela primeira vez em Portugal

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios