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Serviços para todo o Serviço

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Serviços
Comentários: 1
Serviços para todo o Serviço

Que estamos todos cada vez menos jovens, todos sabemos, mas será que temos de facto consciência que muitos de nós dependeremos um dia mais tarde dos outros? Vivemos num corrupio sobrenatural e nem damos conta da velhice que se aproxima a cada minuto que passa. Lá paramos de vez em quando e pensamos na reforma, na altura em que vamos finalmente descansar e para os mais filosóficos, a imaginação pode levar ao pensamento da forma como podemos morrer, mas pensamos de facto na fase intermédia à reforma merecida e à nossa própria morte? Imaginamo-nos a depender de outros para as coisas mais básicas que hoje, plenos da nossa vitalidade e juventude, fazemos instintivamente? Pois bem, existem milhares de idosos por esse mundo fora nessa mesma situação e nós a maior parte das vezes nem damos por eles.

Quem percorre as ruas de Lisboa, Porto ou Coimbra (entre outras cidades Portuguesas), com alguma certeza já se apercebeu de uns serviços recentes, bastante úteis e gratuitos. São os chamados Serviços para todo o Serviço.

Por norma, associados a coletividades e associações, ou até mesmo subsidiados pelas Juntas de Freguesia, estes serviços ajudam uma vasta população, normalmente mais idosa e que por força do cansaço e limitações, já não conseguem enfrentar uma subida a um banco ou ao apertar de um parafuso.

Com uma taxa de população cada vez mais envelhecida, muitos são os casos em que os nossos velhotes se fecham em casa rodeados de necessidades que aos nossos olhos, são meras trocas de lâmpadas, mas que para eles são verdadeiras epopeias.

Assim, e na vontade de ver a torneira parar de pingar ou de pendurar a persiana que caiu, os mais incapacitados contactam a organização coordenadora e num instante os “nossos velhotes” são auxiliados.

São prestados serviços básicos de pequenos arranjos em casa para que o conforto seja mantido nos lares dos idosos.

Os serviços costumam ser gratuitos, mas se pagos, o seu valor é o que o idoso puder dar.

Para usufruir deste serviço, o idoso tem de estar normalmente associado à coletividade ou inscrever-se na Junta de Freguesia onde reside. Estes locais, têm normalmente conhecimento das dificuldades dos idosos, quer a nível financeiro, quer a nível de saúde, visto muitas vezes serem assegurados por estas entidades, o transporte para tratamentos nos Centros de Saúde.

Ajudar não custa nada, mesmo que seja ajudar o velhote a atravessar a estrada, mas é necessário mais do que isso. Estes serviços são prestados por homens trabalhadores que obviamente além do arranjo, trocam as tais palavrinhas tão valiosas para quem sabe mais que uma biblioteca. Os idosos!


Carla Horta

Título: Serviços para todo o Serviço

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Imagem por: Marco Toet

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • SophiaSophia

    31-05-2014 às 03:38:40

    Não sabia que existia esse tipo de serviço, parece ser bem útil para as pessoas. Muito bom!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder

Comentários - Serviços para todo o Serviço

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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