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Vaginite – Saiba mais sobre o corrimento vaginal

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
Vaginite – Saiba mais sobre o corrimento vaginal

Considerada uma doença ginecológica, e há quem afirme que já todas as mulheres passaram por situações aborrecidas por causa disto. A vaginite, mais conhecida por corrimento vaginal, é um problema que afeta 3 em cada 7 mulheres e se acha que nunca passou por esta situação, desengane-se, pois é bem mais comum que possa imaginar.

O corpo humano produz secreções e nas mulheres essa produção é muito própria. O muco produzido, tem diferentes aspetos durante o mês, pois vão existindo algumas alterações durante o período fértil. Por esta altura as secreções aumentam e o seu aspeto é idêntico à clara de ovo. Este aspeto é perfeitamente normal, mas são necessários cuidados redobrados quando existem alterações.
Secreções esbranquiçadas ou amareladas, acompanhadas de odor podem ser preocupantes, mas se existir comichão ou ardor, poderá estar perante um problema se saúde que merece atenção e tratamento médico.




Existem várias causas para a vaginite e para quem é mais sensível todos os cuidados são poucos.
Alergias, doenças sexualmente transmissíveis, stress, masturbação, baixa imunidade e uma higiene incorreta são apenas alguns dos fatores que podem desencadear a vaginite.
Uma das causas mais comuns no que diz respeito ao corrimento vaginal, são os fungos como a candidíase. A candidíase pode ser tratada de forma simples, mas o mais indicado é através de consulta no médico e de prescrição de medicamentos adequados.

Na verdade não existem tratamentos padrão para cada tipo de vaginite (candidíase e tricomoníase por exemplo) pois sendo cada caso específico e muito próprio muitas são as vezes em que os produtos medicamentosos possam ser mais do que um.

No entanto e apesar de os conselhos médicos serem os mais importantes, existem algumas coisas que deve saber para evitar e tratar problemas de corrimento vaginal.
Use sempre roupa interior de algodão e evite as roupas sintéticas. Roupas apertadas também não colaboram na luta contra a vaginite, pois a zona não fica arejada o suficiente. Pensinhos diários também não são aconselháveis, pois os fungos e bactérias ficam alojados no mesmo sítio durante horas sem ter ventilação alguma.

Alguns produtos de higiene também são prejudiciais. Procure produtos sem álcool e de preferência com Ph neutro.

Quando não tratada como deve ser, a mulher pode vir a sofrer de problemas graves no seu sistema reprodutor e criar fortes infeções nas trompas e ovários. Em muitos casos as infeções têm de ser também tratadas no parceiro, tendo este de tomar medicamentos para o efeito. Isto acontece quando as infeções são transmitidas sexualmente.

Corrimento é normal em determinadas alturas da sua vida, mas esteja atenta ao que o seu organismo tem para lhe dizer.


Carla Horta

Título: Vaginite – Saiba mais sobre o corrimento vaginal

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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