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Massagem para curar e relaxar

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
Comentários: 1
Massagem para curar e relaxar

Quando se fala em curar, quase sempre associamos a uma doença física que atormenta alguém.

Quando se fala em relaxar quase sempre associamos a férias ou praia.
Mas há outras formas de curar e relaxar ao mesmo tempo.

Podemos prevenir uma doença, antecipando-nos à sua aparição ou detectá-la numa fase muito precoce, curando-a na sua essência, partindo da harmonização de todos os órgãos do corpo.

Muito resumidamente este é um dos princípios da medicina ayurvédica, em que privilegia o conhecimento (ou a ciência) da vida.
Este conceito desenvolveu-se durante milhares de anos no ceio do povo indiano e muito provavelmente está na base de toda a medicina moderna.
Quando falamos em medicina, falamos numa área muito abrangente da doença e da cura. Essa também é a abrangência da medicina ayurvédica.

Obviamente, pela sua complexidade, que incidiria por exemplo na alimentação, na rotina diária, na meditação, na actividade física, etc. não se pode falar de toda esta abrangência num pequeno texto como este. Fico-me pela massagem que é uma pequenina parte dessa área tão vasta.
Comecemos pela palavra Ayurveda: em sânscrito é a conjugação de outras duas palavras: ayus ou vida e veda ou conhecimento. Temos, portanto, o conhecimento da vida.

Quando falamos especificamente na massagem ayurvedica e partindo deste principio, conhecimento da vida, devemos ter logo presente o dosha do paciente. Trata-se da característica psicofísica da pessoa. Cada ser é único e possui características só dele. Os doshas podem ser de três tipos: Vata, Pitta e Kapha.

Podemos referir muito superficialmente que a presença de Vata revela sintomas no nosso corpo como secura, frio, perda de peso, inquietação, gases, prisão de ventre, ansiedade, medos, depressão e insónia. Pitta revela sintomas de azia, fezes soltas, calor no corpo, suor, pele sensível e vermelha, olhos vermelhos, irritação e agressividade. Kapha revela sintomas de aumento de peso, lentidão, preguiça, oleosidade e secreções.

Ninguém é puramente Vata, ou puramente Pitta ou puramente Kapha. Todos nós temos um bocadinho de cada, contudo, caracterizamo-nos por ter características mais de um do que dos outros.

Podem ser determinados através inquéritos breves e simples, dando uma ideia ou orientação do dosha dominante no indivíduo ou de outros mais complexos e profundos que podem dar uma indicação mais objectiva.
Após o conhecimento do dosha dominante, a terapia ayurveda, nesta vertente da massagem, com a aplicação do óleo mais adequado e com a ajuda do terapeuta, vai tentar equilibrar os doshas, criando uma verdadeira harmonia ao nível do corpo, mente e espírito.

A massagem ayurvedica, além de um excelente meio de descontracção e relaxamento, proporciona ao mesmo tempo a harmonia entre o corpo, a mente e o espírito da pessoa.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são"), do poeta romano Juvenal.


Vitor Serro

Título: Massagem para curar e relaxar

Autor: Vitor Serro (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoManuel

    10-07-2012 às 12:18:27

    Acho que estou a precisar de uma massagem dessas...

    ¬ Responder

Comentários - Massagem para curar e relaxar

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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