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Intoxicações alimentares

Categoria: Saúde
Visitas: 4
Comentários: 3
Intoxicações alimentares

Em muitos episódios agudos de náuseas, vómitos, cólicas ou diarreia, costuma dizer-se: «Devo ter comido alguma coisa estragada!» Este «Devo ter» prende-se com uma margem de dúvida relativamente aos sintomas, decorrente da dificuldade de identificar as bactérias causadoras de intoxicações alimentares somente através do aspecto, do cheiro ou do paladar dos alimentos, que parecem em condições normais de consumo. Dores abdominais, de cabeça, musculares, calafrios e febre podem também integrar o quadro de sintomatologia infecciosa relacionada com a nutrição. O espectro de gravidade varia entre um grau suave e um nível de tal severidade que a própria vida é susceptível de correr risco!

A alimentação, fundamental à manutenção da vida, pode, efectivamente, ser portadora de infecções provocadas pela ingestão de água ou alimentos com contaminação química ou microbiológica. Este fenómeno apresenta maior taxa de incidência no Verão, altura em que as temperaturas elevadas são mais propícias à proliferação dos microrganismos que povoam os alimentos, razão pela qual deve ser dada especial atenção à confecção e à conservação destes. Embora o corpo humano seja, em geral, dotado de capacidade de resistência aos ataques de bactérias patogénicas, aqueles cujo sistema imunitário se encontre, por algum motivo, debilitado, manifestam maior apetência para ser infectados.

Não obstante, como em tudo, nomeadamente no que concerne a assuntos de saúde, «mais vale prevenir do que remediar». É muito fácil prevenir as infecções alimentares mais comuns, e, deste modo, precaver grandes incómodos e padecimentos escusados. Assim, deve: optar por alimentos frescos, de origem comprovada; confirmar prazos de validade e ler os rótulos (para seleccionar alimentos com menor risco de intoxicação); recusar embalagens danificadas ou alimentos que patenteiem exposição inadequada; pôr os sacos da carne ou peixe frescos dentro de outros, para que os pingos de sangue não atinjam os demais alimentos adquiridos, impedindo assim a contaminação cruzada; cozinhar ovos e carne de aves a temperaturas superiores a 80ºC; lavar amiudadamente as mãos com sabão, principalmente após a utilização das instalações sanitárias e entre o manuseio de alimentos distintos; evitar tossir ou espirrar para cima dos alimentos; desinfectar os géneros destinados a consumo em cru (alguns vegetais, como a alface, fruta, etcétera), à semelhança dos utensílios de cozinha e superfícies (bancas de cozinha, …) em contacto com esses alimentos; depois da confecção, gastar os alimentos no menor espaço de tempo possível e guardar as sobras no frigorífico (a fim de reduzir a exposição ao ar e as circunstâncias que favorecem a multiplicação dos micróbios) por um ou dois dias (mais do que isso, congele). Por outro lado, não deve comer ou fumar enquanto prepara os alimentos, nem tão-pouco fazer uso dos mesmos utensílios em alimentos crus e cozinhados (para não transportar microrganismos de uns para os outros), tendo a cautela de os manter apartados.

Em acréscimo, há que munir-se de diferentes tábuas (de plástico, por serem mais fáceis de lavar) para carne, peixe e legumes, mudar as esponjas da loiça a cada duas semanas, lavando-as, entretanto, muito bem e colocando-as durante cerca de um minuto no microondas para as esterilizar, renovar diariamente os panos de cozinha (que habitualmente servem para secar a loiça), manter a temperatura do frigorífico abaixo dos 4ºC e a do congelador inferior a 12-15ºC negativos.

Paralelamente, a observância de cuidados simples mas essenciais constituem vectores de extrema relevância na prevenção das infecções com origem nos nutrimentos. Não manipular alimentos em caso de gastroenterite, proteger eventuais feridas nas mãos ou noutra zona que toque nos géneros alimentares, deixar para o fim, no supermercado, a recolha dos perecíveis, como a carne, o peixe, os frescos da secção de frio e os congelados, transportando-os em sacos térmicos e colocando-os no frigorífico ou no congelador logo que chega a casa, cozinhar bem o peixe, a carne e os ovos, e certificar-se que o aquecimento dos pratos (apenas nas quantidades necessárias) ocorre de forma uniforme, são alguns exemplos. Se for adepto de peixe cru (marinado, em vinagre, …), pode congelá-lo nas 24 horas prévias à preparação, com o intuito de aniquilar parasitas fortuitos.

Os legumes e as frutas recém-chegados das compras devem ser limpos com um pano e conservados nas gavetas do frigorífico até serem precisos. Lave-os em água corrente (potável), e mergulhe-os, posteriormente, em água contendo umas gotas de vinagre, durante mais ou menos 15 minutos.

No que se refere às aves, a carne deve ser integralmente descongelada em ambiente fresco (ex. no frigorífico). Já o porco e a vaca, aconselha-se que sejam bastante bem cozinhados, mas sem queimar.

É, de igual modo, importante cozer muito bem o mexilhão, as amêijoas, as ostras, os camarões e outros crustáceos, tão procurados na época quente e responsáveis por parte dos sintomas mais arrebatadores das intoxicações.

Para assegurar a destruição das salmonelas (poderosa bactéria contaminadora dos alimentos) nos ovos (cuja casca é extraordinariamente porosa) basta cozê-los durante sete minutos, escaldá-los durante cinco ou fritá-los durante três.

Queijos de casca mole, leite e natas são veículos preferenciais de bactérias. Se não forem cozinhados, é de toda a conveniência averiguar a sua conservação em atmosferas frescas. Ah! E resista à tentação de provar as massas de bolos cruas…

Fora de casa, sushi e outras iguarias cruas apenas são permitidas em restaurantes de confiança, assim como as saladas. Peça para passarem muito bem a carne e o peixe, até não haver o mínimo vestígio de sangue. Molhar o pão no ovo estrelado está fora de questão: a gema tem de estar completamente seca.

Somente garantindo a qualidade das matérias-primas, a limpeza e desinfecção dos apetrechos e áreas de trabalho, tal como a higiene pessoal e o estado de saúde de quem lida com os alimentos, é viável o afastamento de muitas das infecções alimentares. Manipuladores profissionais (cozinheiros, pasteleiros, …), para além de formação profissional em segurança e saúde alimentares, é bom que tenham consciência de que a saúde de um grande número de pessoas depende deles!


Maria Bijóias

Título: Intoxicações alimentares

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • Briana AlvesBriana

    25-07-2014 às 04:28:41

    Nunca tive intoxicação alimentar, mas já conheci amigos que já tiveram e não é nada bom! Penso que uma das maneiras de resolver isso é bebendo muita, mas muita água mesmo. Faça isso!

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    13-09-2012 às 18:24:47

    na hora de guardar a comida que sobrou do jantar, o taparuer não deve ficar cheio. se a comida estiver quente, o centro não arrefece com grande rapidez, dando lugar às bactérias. por isso, deve preferir caixas mais pequenas e quando colocar no frigorífico certifique-se que o ar frio circula normalmente. as caixas devem ficar na parte de trás do frigorífico, longe da porta, pois está-se sempre a abrir, e assim entra ar quente.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDaniela Vicente

    13-09-2012 às 18:12:35

    para evitar a intoxicação alimentar não há nada melhor que os termómetros descartáveis para tirar a temperatura aos seus alimentos. deve-se cozinhar os alimentos há temperatura certa, mas nunca sabemos qual a temperatura deles, nem mesmo os cozinheiros. para não usar o termómetro de metal, onde se corre o risco de contaminação, opta-se pelos termómetros descartáveis. não sei até que ponto isto já está a venda ao público.

    ¬ Responder

Comentários - Intoxicações alimentares

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Dicas para decorar salas pequenas.\"Rua
A realidade das grandes cidades é que a maioria das pessoas mora em espaços pequenos. É fato também que todos desejam ter um ambiente acolhedor e aconchegante para receber amigos. Em contrapartida, na medida em que os espaços encolhem, a quantidade de aparelhos eletrônicos que utilizamos aumenta cada vez mais. Há ainda quem use a sala como home-office.

Nesta busca de inspiração para organizar e incrementar sua sala, encontramos uma série de sites especializados e blogs com muitas, muitas ideias. O conceito de D.I.Y. (do it yourself) que significa "faça você mesmo” nunca esteve tão na moda. É uma alternativa para reduzir gastos com mão de obra e nada melhor do que criar um espaço com um toque todo seu. Inspirações e ideias não faltam. Hoje, de certa forma todos nos sentimos meio decoradores.

Mas planejar a decoração de uma sala pequena exige alguns cuidados para que o ambiente não fique entulhado de móveis, disfuncional ou até mesmo desagradável.

Confira algumas dicas para decorar sua sala com estilo e valorizando seu espaço:
Os espelhos, além da autocontemplação, causam efeitos interessantes. Aplicados, por exemplo, em uma parede inteira pode duplicar a amplitude do ambiente. Pode ser usado também em móveis, tetos, em diversos formatos e valorizar a luminosidade da decoração.

As cores tem poder de causar sensações. Em ambientes com pouco espaço, elas podem colaborar para que a sensação de amplitude possa tanto aumentar quanto diminuir. Para pintar as paredes de sua sala aposte em cores claras. O teto com uma cor mais clara que a das paredes, por exemplo, pode simular uma elevação do teto, já em uma cor mais escura, promoverá uma sensação de rebaixamento do teto.

A escolha e posição dos móveis são um aspecto muito importante. Opte por poucos móveis, nunca de tamanhos exagerados e posicione-os de forma que valorize o espaço. Móveis que misturam poucos materiais, baixos e com linhas retas proporcionam leveza ao ambiente.

Uma solução muito interessante para espaços pequenos é a utilização de prateleiras. Caixas para produtos horto frutícolas reformadas podem se tornar lindas prateleiras. Mas cuidado com a profundidade, para não atrapalhar na disposição de outros móveis e objetos.

Móveis multifuncionais ou móveis inteligentes são excelentes alternativas para uma sala pequena. Um bom exemplo são pufes, que podem ser usados como mesas de centro ou ficarem alojados debaixo de aparadores e quando recebemos visitas podem se transformar em assentos extras. Mesas dobráveis também são uma ótima opção.

Escolher o mesmo piso ou revestimento pode dar a impressão de área maior, de continuidade. Mudanças drásticas de um ambiente para outro pode causar a sensação de divisão e consequentemente fazer parecer menor.

Algumas outras dicas: um sofá retrátil ou reclinável garante muito mais conforto e ocupa o espaço de um sofá simples. Suporte ou painéis móveis para TV possibilitam que ela seja movida na direção desejável. Caso o ambiente tenha escadas, escolher um modelo de escadas vazadas evita divisões e pode se tornar uma peça de destaque na sala. E para as cortinas, escolha tecidos leves, lisas e sem estampas.

De qualquer forma, ouse, não tenha medo de arriscar, crie, não copie, só assim será seu!

Luciana Santos.

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Comentários

  • Carlos Rubens Neto 16-06-2016 às 16:20:24

    Excelente matéria! Parabéns Luciana ;)

    ¬ Responder

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