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Envelhecer Bem - A Preocupação do Séc. XXI

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
Envelhecer Bem - A Preocupação do Séc. XXI

Portugal está a envelhecer. Estima-se que 55,1% da nossa população tem entre 25 e 64 anos, e 19,1% tem mais de 65 anos. Assim a percentagem de jovens no nosso país é de apenas 25,7%, um quarto da população total.

Com o aumento da idade, as nossas condições físicas vão-se alterando naturalmente, e já não conseguimos fazer as mesmas coisas que fazíamos antes, tanto a nível físico, como a nível psíquico e intelectual. Muitas são cãs coisas que têm sido ditas, e escritas, relativamente a temas como este, no entanto cada pessoa é um individuo único, ainda que num contexto social, e a adaptação de cada um ao seu meio e às suas próprias circunstancias é tão variável quão variáveis são os pensamentos que nos rolam na mete durante os dias da nossa existência.

Assim, vejamos o que podemos fazer para nos manter úteis e operacionais, uma vez que este mesmo envelhecimento populacional nos obrigará a ser ativos, muito para além da chamada idade ativa…

Primeiramente pensemos no nosso corpo, é sabido que quem não usa não tem, por isto é importante que nos mantenhamos ativos, exercitando os músculos esqueléticos, não de vez em quando mas todos os dias. Para além dos músculos, precisamos treinar também o equilíbrio para o que aconselho vivamente que tentemos caminhar pelas pedras compridas que rematam a calçada, parece uma brincadeira de miúdos mas é um bom treino para o equilíbrio.

A nossa mente necessita também ser exercitada para que ao invés de diminuir a sua capacidade, ela possa ter caca vez mais aptidão, para que o nosso desempenho, ao invés de diminuir a sua qualidade possa melhorar de dia em dia juntando-se a isto o conhecimento que fomos adquirindo ao longo dos tempos… Só assim poderemos recuperar a antiga visão do idoso, não como um estorvo mas como uma referência. Para isto nada melhor do que procurar aprender sempre. O desenvolvimento global é notório, e todos os dias temos novas coisas para aprender, a leitura de livros técnicos é aconselhável, o aprendizado de línguas, de informática e outras coisas mais é desejável.

Como diz o provérbio parar é morrer, e o meu desafio primeiro é que não deixemos morrer a nossa mente enquanto o corpo resistir, e o segundo é que cuidemos do nosso corpo para que possa dar descanso à mente com o mínimo de dores.


Ana Sebastião

Título: Envelhecer Bem - A Preocupação do Séc. XXI

Autor: Ana Sebastião (todos os textos)

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Habitação – Evolução qualidade/Preço

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Alojamento
Habitação – Evolução qualidade/Preço\"Rua
Hoje vivemos dias muito complicados do ponto de vista económico, uma vez que a nossa sociedade moderna consumista tem acarretado para as famílias a triste ideia de que temos que possuir tudo o que existe para ser possuído.

Relativamente ao assunto especifico da habitação, com o passar dos tempos, as pessoas têm adquirido as suas casas em função do que há no mercado, e este mercado tem evoluído de uma forma perigosa em termos de custos; o que quero dizer com isto, é que há vinte anos atrás, encontrávamos apartamentos no mercado, e tenho por base um apartamento T3 que tinha 3 quartos conforme a tipologia descrita, naquele tempo uma cada de banho, uma sala de estar/jantar conjunta e talvez uma varanda, hoje o mesmo apartamento terá os três quartos, a sala, duas casas de banho das quais uma poderá estar num dos quartos a que passou a chamar-se suite, este apartamento hoje, tem forçosamente que ter pré instalação para aquecimento central, lareira com recuperador de calor, e muito provavelmente aspiração central, ou pelo menos a pré instalação… Assim, quem compra um apartamento hoje, apesar das dimensões de cada divisão estarem diminuídas, o preço foi muito incrementado pelos extras, e depois há ainda que adquirir uma caldeira para fazer funcionar a tal pré-instalação de aquecimento central, os radiadores porque sem eles o dito não funciona, naturalmente o trabalho do técnico… há ainda que adquirir em muitos casos o aspirador propriamente dito para fazer funcionar a aspiração central, e algumas coisas mais, acessórios dos quais, antes não tínhamos necessidade.

Não quero dizer com isto, que estes equipamentos não são úteis, são, mas e aquelas pessoas que compraram os seus apartamentos há uns tempos, cujos espaços não dispunham destas “modernices” como viveram? Como vivem hoje? Provavelmente aqueles que tiveram disponibilidade económica para isso, colocaram nas suas habitações, aquilo que julgaram necessário, não colocaram aquilo que não lhes é útil de todo, por outro lado aqueles que não tiveram disponibilidade económica vivem sem os equipamentos em questão, ou colocam um equipamento à dimensão das suas possibilidades. O real problema é que os referidos equipamentos valorizaram muito mais as habitações em termos de preço de compra do que o valor real dos mesmos, e as pessoas, estão apagar vinte ou trinta anos, para não dizer mais, um bom valor acima do que pagariam sem estas coisas, além disso comprariam aquilo que quisessem e pudessem.

Para além do exposto, a qualidade de construção e acabamentos não melhorou, antes pelo contrário. Hoje o valor das casas está a decair rapidamente, e as pessoas em geral vivem em casas cujos valores atuais de mercado são muito inferiores ao que estarão a pagar durante muito tempo…

Naturalmente o mercado poderá mudar, mas não é esse o caminho que parece seguir.

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Ana Sebastião

Título:Habitação – Evolução qualidade/Preço

Autor:Ana Sebastião(todos os textos)

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Comentários

  • Rua DireitaRua Direita

    21-04-2014 às 17:09:01

    A compra seja de apartamento ou casa estão mais caras e nem sempre oferecem serviços como mostram na divulgação. Não é bom financiar, pois custará o dobro. Realmente, o melhor a fazer é buscar preços que têm condições de pagar ou aderir a um consórcio.

    ¬ Responder
  • Sofia Nunes 13-09-2012 às 17:07:44

    Na minha opinião e de acordo com o que tenho observado, a relação qualidade/preço das habitações está a melhorar. E isso não é necessariamente bom, uma vez que é resultado da crise económica. Como refere, o valor das casas está a descer, pelo que se pode comprar uma vivenda pelo preço que há uns anos era de um apartamento. O problema é que, apesar de as casas estarem mais baratas, os compradores não têm dinheiro.

    ¬ Responder

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