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Células Estaminais – Assegurar o futuro?

Categoria: Saúde
Células Estaminais – Assegurar o futuro?

Muito se tem ouvido falar na preservação das células estaminais colhidas do sangue do cordão umbilical, ma altura do nascimento. Muita informação tem vindo a público, mas mantêm-se sempre algumas dúvidas, pelo que esperamos esclarecer algumas.

Será ou não a melhor opção a preservação das células? Quem o faz? Qual é o processo? Quanto pode custar? Durante quanto tempo podem estas células ser preservadas? São muita a questão que aqui poderá ver esclarecidas.

Antes de mais, diz os protocolos que devemos esclarecer o que são as células estaminais. Como sabe, todo o nosso organismo é composto por células, tendo cada uma, a sua determinada função. Como têm um património genético as diferenças entre elas são muitas e mais ainda de indivíduo para indivíduo. Como não se conseguem criar em laboratório de forma igual, a preservação e congelamento das nossas próprias células, faz com que estejam asseguradas substituições no futuro. Se existir a necessidade de se substituir células mortas por células positivas, não é necessária a espera por um doador compatível, pois existem guardadas as benditas células.

Estas células também existem na nossa medula, pelo que cada um de nós é um potencial dador de medula para salvar uma vida. Se e quando for necessário receber um transplante de células estaminais, todas as células cancerígenas ou mortas no organismo, deverão ser mortas, para finalmente receber as novas.

As células estaminais do cordão umbilical são retiradas pela equipa do hospital onde é feito o parto. A recolha é totalmente indolor, tanto para a mãe como para o bebé. Os técnicos, fazem a recolha, mas o seu trabalho termina nesse exacto momento. As células são então enviadas para bancos, onde são cuidadosamente guardadas.

O processo começa cerca de 2 meses antes do parto. Deve solicitar ao banco o kit de recolha e transporte para o laboratório. Este serviço custa cerca de 120€. Já no laboratório, o valor de preservação e congelamento é de cerca 900€. Mesmo que não se consiga preservar as células, o valor tem sempre que ser pago ao banco / clínica.

As células podem ser guardadas durante cerca de 18 a 20 anos, não se conseguindo ainda ter a certeza que daqui por 20 anos, as células estejam com a mesma qualidade que à nascença.

Guardar as células estaminais pode ser o salvar de uma vida. Mesmo que não seja utilizada na criança (mesmo que passados os 18 anos), pode ser utilizado num outro familiar cuja compatibilidade seja positiva, como por exemplo um outro filho do mesmo casal.


Carla Horta

Título: Células Estaminais – Assegurar o futuro?

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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