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A Bulimia - Diagnóstico E Tratamento

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Saúde
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A Bulimia - Diagnóstico E Tratamento

A bulimia é uma doença do foro psicológico, um distúrbio alimentar que afeta principalmente mulheres jovens. Ao contrário da anorexia, passível de ser notada fisicamente, as doentes de bulimia mantêm em regra um peso normal, sendo assim mais difícil de diagnosticar. Os seus sintomas são, em linhas gerais, a ausência de menstruação, debilidade muscular, peso inconstante e má qualidade dos dentes, provocado pelos vómitos recorrentes.

Os comportamentos associados às pessoas que padecem deste distúrbio são os excessos alimentares, seguidos do vómito auto-induzido (bem como o uso repetido de laxantes) de forma a purgar o corpo da comida, preocupação exagerada com o peso e recurso persistente ao exercício físico, estas duas últimas características também da anorexia nervosa. Não raras vezes, porém, estas duas doenças sobrepõem-se no mesmo indivíduo, bem como as suas causas: a autoestima pobre e as carências emocionais são a base, mas não a causa efetiva – essa reside na crença de que a transformação do corpo resolverá os seus conflitos interiores e insegurança nas relações interpessoais. Assim que interiorizada uma imagem distorcida e doentia do corpo feminino, o caminho está aberto para o distúrbio alimentar se instalar.

Entre as consequências da bulimia figuram a desidratação severa, resultado do uso continuado de laxantes e deterioração do funcionamento renal. A deficiência de potássio causada pelos laxantes deve ser tratada com recurso aos alimentos que o contenham em grandes quantidades, como bananas.

No tratamento da bulimia, para além do internamento hospitalar e da vigia permanente do doente para prevenir possíveis recorrências do vómito e dos hábitos laxativos, é necessária uma orientação do doente para uma utilização saudável dos hábitos alimentares, começando com regras tão básicas como o estabelecimento de refeições diárias a horas certas e regulares. Aqui, a estratégia é diferente da que se deve adotar com os anoréticos. Se, com estes últimos, a preocupação mais premente é o ganho acelerado de peso, recorrendo a comida rica em gorduras e açucares, é precisamente desses excessos que o bulímico deve ser afastado, sendo reconduzido para uma alimentação saudável regular, sem períodos de excesso nem privação. O tratamento pode estender-se no tempo e necessita do acompanhamento familiar.

Sofia Nunes

Título: A Bulimia - Diagnóstico E Tratamento

Autor: Sofia Nunes (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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