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Vestes Brancas

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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Vestes Brancas

A vida corre, o tempo passa e o mundo tendenciosamente esquece uma porção de coisas que deveria fazer para que todas as pessoas, em todos os lugares pudessem viver felizes, em paz com Deus e umas com as outras. Nestes últimos anos tem-me parecido que cada pessoa está preocupada com ela mesma. Tempos houve em que um problema de um vizinho seria problema do bairro inteiro, hoje em muitos lugares do mundo, se estiver uma criança caída na estrada, ferida e sem ninguém por perto, a população vai circulando, eventualmente olha, mas não liga, realmente não vê, não quer saber.

Por outro lado a oferta de tudo de bom e de mau está tão mais à mão, que as pessoas simplesmente não se preocupam se as atitudes são certas ou erradas, importa que aquilo que fazem as satisfaça nem que seja por um minuto vivido à pressa.

Todos genericamente nos esquecemos o que realmente significa amar o próximo como a nós mesmos, a maioria esqueceu-se daquilo que Deus ordena em Eclesiastes 9:8 “ Em todo o tempo sejam alvos os teus vestidos” não que precisemos vestir roupa branca todos os dias, mas esta frase remete-nos para a pureza. A palavra de Deus pede-nos uma vida pura em todo o tempo. Não basta um dia por ano, nem mesmo um dia por semana, ou uma hora todos os dias, uma vida pura sempre, é o que nos é solicitado, e isso implica fazer o que é certo, isso significa amar a Deus e ao próximo, isso significa esquecermo-nos de nós mesmos e daquilo que à primeira vista nos interessa, para nos preocuparmos com aquilo que agrada a Deus.

Também nos esquecemos que todas as promessas de Deus, e apesar do seu amor verdadeiro pela humanidade, são apenas para aqueles que fizerem assim, que mantiverem alvos os seus vestidos, isto porque Deus é amor mas completamente justo.

Muitos são os que pensam que Deus não quer saber do que fazemos, Ele é amor e um dia salvará a todos, mas Deus é justo, e seria de uma completa injustiça ensinar como devemos andar, como devemos viver, como devemos proceder, e no final dar o mesmo benefício a toda a gente quer tenha feito conforme o prescrito ou não.

Além disto, Deus deu-nos uma coisa maravilhosa a que chamamos livre arbítrio, escolhemos o que fazer, decidimos a nossa vida, naturalmente conscientes do resultado das nossas decisões, se escolhermos mal, além de não termos o benefício esperado ainda viveremos para sempre longe do Altíssimo.

Deus é fiel ao que prometeu, para o bem ou para o mal. Façamos a escolha acertada, temos na nossa mão todas as opções, e a sinalização adequada para chegar ao destino com sucesso.


Ana Sebastião

Título: Vestes Brancas

Autor: Ana Sebastião (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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