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Uma fase chamada Pós-Parto

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Comentários: 4
Uma fase chamada Pós-Parto

Passou os últimos 9 meses da sua vida no chamado estado de graça. Foi mimada, rodeada de atenção e cuidados. Planeou o bebé que vinha a caminho, comprou o quartinho, lavou as roupinhas à mão e não as estendeu ao luar, conforme indicações da sua avó. Leu revistas, pesquisou na internet, enfim, preparou-se da melhor maneira que podia para receber o amor da sua vida – o seu filho.

Depois do parto e da azáfama das visitas e olhares de todos a quererem espreitar o seu bebé, está finalmente sozinha com o seu pequeno miminho. E agora?

Foram-se todos embora e sente-se de certa forma perdida e com medo que alguma coisa corra mal e que poderá não estar à altura de controlar a situação, não é?

Antes de mais perceba que o seu corpo e a sua mente passaram por situações que não passam todos os dias. Esteve grávida, com peso a mais e cheia de preocupações e logo de seguida o seu corpo foi sujeito a um parto. Independentemente de ter sido normal ou cesariana, um parto é sempre um parto, e você passou por isso. Todas as alterações ósseas e musculares e principalmente o descontrolo das suas hormonas vão causar-lhe alguma confusão.

Sentir uma certa falta de memória é perfeitamente normal, mas aproveite a ajuda que o pai do seu bebé lhe quer dar, e peça-lhe para apontar o teste do pezinho, as vacinas e a ida ao pediatra. Tenha um bloquinho de apontamentos de tudo o que diga respeito ao bebé, e até mesmo as dúvidas que deverá colocar ao pediatra na primeira consulta, ou as compras das fraldas.

Descanse, mas não seja preguiçosa. Se estiver bom tempo, saia 10 minutos para ir ao jardim. Apanhar ar é fantástico para afugentar depressões.

Ponha-se bonita e tome banhos demorados. A sua cara-metade que embale o bebé nos próximos 10 minutos. Exatamente por tudo o que o seu organismo passou e pelas noites que se avizinham de pouco descanso, permita-se a ajudas. Deixe que as avós peguem ao colo e a deixem descansar.

Apesar de olharem para si somente como mãe. Você é bem mais do que isso. Apesar deste ser o papel da sua vida, lembre-se o quanto é útil, enquanto mulher, profissional, filha e esposa. A sua importância no mundo, fazem de si uma melhor mãe, por isso mime-se

Não julgue que ser uma boa mãe é assim tão difícil. Já chegou até aqui, não foi? Então tenha calma e sinta o seu bebé. Desfrutem um do outro e namorem-se. Se se sentir depressiva e achar que não consegue, peça ajuda. É sempre mais sensato e só fará de si uma melhor mãe. Felicidades!


Carla Horta

Título: Uma fase chamada Pós-Parto

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Imagem por: D.A.K.Photography

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Comentários     ( 4 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoDoroteia

    24-07-2012 às 09:46:32

    Quando tive os meus filhos tudo correu de forma normal. Lá uma ou outra noite com choros, mas tudo dentro daquilo que é ter um bebé. Não tive depressões e também arranjei forma de ter uns bocadinhos para mim com banhos demorados ou até mesmo uma ida à esplanada do café com o meu marido deixando as crianças na casa da minha mãe. No entanto, a minha irmã teve 2 depressões pós-parto e também ela teve de ter ajuda médica. São fases muito complicadas muitas vezes desvalorizadas até pelo pai das crianças, mas que no fundo são muito complicadas.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoSofia

    23-07-2012 às 11:29:41

    A minha gravidez foi maravilhosa, mas acho que quando tive a minha filha a vida passou a fazer o maior sentido do mundo. Nasci para isto e como a minha Leonor é uma bebé muito bem comportada tenho usufruído desta fase da minha vida de forma tranquila e de forma muito feliz. Não caibo em mim de felicidade. Faço algumas das coisas que a autora do texto aconselha. Passeio todos os dias com a minha Leonor logo depois de almoço e com 3 meses de vida já ficou uma noite na casa da avó para que o pai me pudesse levar a jantar fora e ao cinema. Muita força para todas as recentes mães que não estão a passar por uma boa fase. O meu amor fica convosco.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoManuela

    23-07-2012 às 11:29:09

    Também passei por uma fase assim quando o meu filho tinha um mês. Salvou-me a minha extraordinária mãe e fantástica sogra que me apoiaram e me encaminharam da melhor forma. Todos os dias apareceram e nunca me deixaram sozinha. O meu marido trabalhava no estrangeiro e com o apoio delas consegui ultrapassar uma fase dificil e que só não se complicou mais porque tenho nelas 2 grandes amigas que sempre estiveram comigo.
    Não quis ter mais filhos e amo muito o meu pequeno filhote, mas aquela fase foi horrível e não quero sequer arriscar a passar por algo idêntico. Á minha mãe e à minha sogra o meu muito, muito obrigado.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoFlorbela

    19-07-2012 às 12:01:46

    Quando tive o meu filho mais velho, tudo foi maravilhoso. Descobri uma faceta de mim que desconhecia e senti-me rodeada de amor como nunca tinha sentido na vida. É certo que sentia algum cansaço, mas achava tudo um sonho maravilhoso.
    Com a chegada da minha filha mais nova, tudo mudou. As noites passaram a ser um verdadeiro pesadelo ao ponto de já estar com vontade de chorar à hora de jantar pois já ansiava o que iria passar nas próximas horas. O meu filho mais velho sentiu muito apesar dos meus esforços, pois deixei-me cair numa depressão profunda ao ponto de não o ir levar nem buscar á escola. Até que chegou o dia em que o meu marido, sem o meu conhecimento marcou uma consulta no médico e me obrigou a tratar-me daquela terrivel depressão em que estava. Hoje está tudo bem, mas na altura foi desesperante.

    ¬ Responder

Comentários - Uma fase chamada Pós-Parto

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

Imagem por: D.A.K.Photography

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