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Sementes de qualidade nas lavouras

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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Sementes de qualidade nas lavouras

Os cuidados na fase do plantio são decisivos para uma boa colheita. Por isso, a importância da semente de qualidade e a forma adequada de fazer os preparativos para o plantio são de extrema importância para o sucesso do agricultor.

As sementes são o mais importante insumo na agricultura. Afinal, muitas lavouras são praticamente dizimadas por terem sido instaladas com sementes sem qualidade.

Cuidados básicos na hora da aquisição de sementes:

Escolha da procedência da semente a ser adquirida. Ela deve ter passado por processos de fiscalização ou ser certificada pelos órgãos governamentais responsáveis.

É recomendado o teste de emergência no campo ou a análise laboratorial das sementes, para cada lote adquirido.

Se a semente apresentar algum problema, o agricultor tem a possibilidade de corrigi-lo, ao contrário do que aconteceria se ele plantasse toda a área com uma semente de qualidade inferior.

Segundo dados do IBGE, a grande maioria dos pequenos produtores usam sementes comuns, com misturas de variedades diferentes, desuniformes e contaminadas por doenças. O ideal seria usar, em todas as lavouras, sementes com boa qualidade, produtividade e bom valor de mercado. Uma dica para o produtor que não tem recursos para comprar semente fiscalizada todo ano é procurar adquiri-la em intervalos regulares de alguns anos (3 ou 4) e, a partir dessas, produzir a sua própria semente.

Produção própria de sementes

Inicia com a escolha da melhor área para ser cultivada; elimina-se plantas ruins; depois observa o ponto de colheita; colhe as vagens individuais, bem formadas e limpas ou as plantas individuais sadias. Após a colheita, deve-se deixar as plantas ou vagens ao sol, por um dia, para secarem. Com esta umidade, deve-se proceder à debulha, bateção ou trilha. O passo seguinte é a catação manual das sementes; após a catação, é necessária uma nova secagem das sementes. A secagem pode ser feita espalhando as sementes no terreiro, sob lona, e deixando-as ao sol por um dia ou dois, revolvendo seguidamente, para uma secagem uniforme. Assim, a semente poderá ser armazenada num ambiente seco e com temperaturas amenas.

Para evitar ataques de insetos, as sementes poderão ser guardadas misturadas a um óleo vegetal, sendo mais indicado o óleo de soja ou azeite de oliva, na proporção de 300 ml de óleo para 100 kg de sementes, ou mesmo utilizando cinza de qualquer tipo de madeira, na base de 100 gramas de cinza para 100 kg de sementes. A mistura pode ser feita na própria lona de secagem ou no tambor descentralizado, se houver na propriedade.

Com isso, o consumidor só tem a ganhar, com mais alimentos de qualidade chegando a sua mesa, com abundância e a um preço acessível.


Cláudio Júnior

Título: Sementes de qualidade nas lavouras

Autor: Cláudio Júnior (todos os textos)

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804 

Imagem por: dmswart

Comentários - Sementes de qualidade nas lavouras

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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