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Saiba Como Usar Os Verbos Pronominais

Categoria: Outros
Saiba Como Usar Os Verbos Pronominais

Verbos pronominais são aqueles acompanhados por pronomes “me”, “te” “se”, “nos” (pronomes oblíquos átonos). Esse tipo de verbo é usado para indicar ações relativas ao sujeito que as pratica.

Sendo assim, o verbo deverá ser conjugado sempre acompanhado do pronome oblíquo correspondente à pessoa gramatical do sujeito.
Exs.:
Eu me queixo/ Tu te queixas / Ele se queixa / Nós nos queixamos

“Queixar-se”, gramaticalmente, é classificado como um verbo essencialmente pronominal, isto é, que invariavelmente é conjugado acompanhado do pronome oblíquo.

Outros exemplos são os verbos: arrepender-se, sentar-se, zangar-se, pentear-se, enganar-se, suicidar-se.

Há verbos classificados como eventualmente pronominais, isto é, que podem ou não ser conjugados acompanhados do pronome oblíquo.
Exs.:
- O analista debateu os assuntos do relatório com os gerentes.
- Como não sabia qual era a melhor opção, o colaborador se debateu dias e dias até chegar a uma decisão.

Apenas no segundo exemplo o verbo “debater” está na versão pronominal. A diferença de sentido nos dois exemplos é visível: no primeiro, “debater”, sem ser pronominal, significa “discutir”; no segundo, sendo pronominal, o sentido é de “passar por dificuldades”.

Portanto, é preciso saber quais são os verbos utilizados que podem ou não ser pronominal e se há diferentes sentidos em ambos os casos.

Entretanto, cabe ressaltar que a mudança de sentido não é quesito para diferenciar um verbo essencialmente pronominal de um eventualmente pronominal. Não há diferença de sentido, por exemplo, no uso dos verbos “envolver” ou “lembrar”:
Exs.:
- Lembrou-se de enviar os documentos / Lembrou meu nome.
- Envolveu-se na discussão. / Envolveu todos os colaboradores na decisão.

A alteração, neste caso, é da regência do verbo. O verbo “lembrar”, quando pronominal, requer a preposição “de”; sem ser pronominal não.

O verbo “envolver”, quando pronominal requer a preposição “em”, sem ser pronominal, não necessariamente.

Mas, tem-se percebido que os falantes, ao usar o idioma rotineiramente, às vezes, usam um verbo não pronominal como se ele o fosse, Por exemplo, o sentido do verbo “interagir” já contempla a ideia de ação mútua ou compartilhar algo com o outro, por isso, é redundante utilizá-lo acompanhado de um pronome oblíquo átono. É incorreto (e redundante) escrever ou dizer: “eles se interagem”, “eu me interagi”.

Por isso, atenção aos verbos pronominais (os essencialmente ou eventualmente pronominais) e evite usar “me” e “se” acompanhado de verbos que não requerem esses pronomes.


Celso Junior Juniorcis

Título: Saiba Como Usar Os Verbos Pronominais

Autor: Celso Junior Juniorcis (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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