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Ribeirão das Neves,cidade em crescimento.

Categoria: Outros
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Ribeirão das Neves,cidade em crescimento.

Ribeirão das Neves é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, localizado há 35,2 Km da capital Belo Horizonte.

A cidade foi fundada em 12 de dezembro de 1953 e ficou conhecida durante anos como cidade dormitório, devido à parte de seus moradores trabalharem na capital mineira ou em seus municípios vizinhos.

A cidade é conhecida e possui fama de cidade carcerária, por possuir diversas penitenciárias em sua região, e com o fato da presença das penitenciárias também leva o conceito de violenta. Com o reflexo de um governo que deixou de investir diversos recursos na cidade, Ribeirão das Neves permaneceu estático em seu crescimento e desenvolvimento econômico por décadas e também por muitos anos perdeu diversas oportunidades de crescer na área comercial e industrial.

Cidade que por anos viveu dependente da capital Belo Horizonte e região no quesito empregabilidade pela falta de incentivo governamental na região, cidade que poderia e demonstra poder oferecer muito mais que apenas espaço físico para abrigar presídios.

A cidade vem se erguendo lentamente diante dos atrasos ocasionados por administrações passadas que por diversos períodos fecharam os olhares diante das necessidades da população e diante do atraso econômico da cidade.

Muito mais que por mera misericórdia do governo com os atrasos sofridos há anos pelo município o diferencial para uma cidade que pessoalmente considero como uma fênix (renascida das cinzas) tem sido sua população lutadora, fiel diante das adversidades, pessoas simples que buscam na sua dignidade o melhor para a cidade. Perfeição é algo que para nós meros seres humanos é difícil de conquistar, mais são as buscas incessantes de cada nevense pela perfeição desta cidade que tem gerado a Ribeirão das Neves motivos a mais para renascer diante das adversidades e atrasos sofridos durante sua existência.

Começar de novo é sempre mais difícil que iniciar com um planejamento certo, e com os recursos necessários já disponíveis, ou seja, o trabalho de reestruturação para Ribeirão das Neves é muito mais complicado agora com a cidade em constante crescimento populacional do que teria sido há 60 anos em sua fundação.

Mais a população tem necessidade e esperam que mudanças aconteçam na cidade, mudanças que visem desenvolver a cidade para melhor, que possam elevar o PIB do município que seja possível o repatriamento da população ao emprego no município. Uma população que sonha com o desenvolvimento comercial e industrial do município, algo que seria correlacionado a prosperidade de toda a região.

Ver Ribeirão das Neves crescer economicamente é um sonho que acredito se tornar realidade, não tenho prazo estimado para que isso aconteça, mais sei no que tange ao povo nevense fazer acontecer, dedicar-se, e envolver-se têm sido um constante para tornar este sonho realidade.

E gostaria de parabenizar um povo que diante as adversidades luta para erguer a cidade em que vive e por isso considerar cada cidadão de Ribeirão das Neves como sendo um presente para que o sonho possa se tornar realidade e para que cada mudança esperada possa acontecer e uma nova Ribeirão das Neves possa se erguer diante as cinzas.


Rodrigo Junio Ferreira

Título: Ribeirão das Neves,cidade em crescimento.

Autor: Rodrigo Junio Ferreira (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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