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Problemas da Crise Económica mundial

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Problemas da Crise Económica mundial

O mundo está sem sombra de dúvida a atravessar grandes mudanças a todos os níveis.

Mas será que poderemos mesmo chamar-lhe de crise? Não será esta uma palavra comum, falada por todos, em qualquer lugar e a qualquer hora. Por hábito, rotina, ou diria mesmo agressão. No entanto constata-se que os hábitos de consumo e estilo de vida não são alterados. Pelo contrário, assistimos hoje, a um consumo cada vez mais exagerado, a comportamentos exuberantes e necessidades de mostrar aquilo que se tem.

Na realidade, o contexto sócio económico em que vivemos deveria ser diferente mas não é. Verifica-se que todos fazem as mesmas coisas e, ainda não estamos receptivos ás mudança.

O que afeta neste momento a sociedade em geral, é uma grande instabilidade profissional, intranquilidade, desconforto psicológico e agressão camuflada. E em vez de aproximação e união temos o reverso. Isto porque nunca assistimos a tantos problemas sociais como agora. Mas o ser humano não mudou em nada o seu conforto e egoísmo em relação aos que nada têm. Deste modo, não é justo toda a gente falar na palavra, quando existe crise só para alguns e ninguém faz nada para a alterar. Nem no aspeto emocional que ela envolve, nem no material. Devíamos chamar-lhe outra coisa, pois contrariamente ao que se diz, cada vez há mais ricos.

Considera-se haver uma estagnação e uma não receptividade ás mudanças.

Que fazer então face a esta atitude de revolta e desejo de vingança a que assistimos? Estes sentimentos negativos são cada vez mais frequentes e, em vez de se procurarem apoios, amizade, partilha, minorizam-se aqueles que poderiam até prestar ajuda.

Cada vez se torna mais frequente atitudes de sarcasmo, ódio e menosprezo por tudo e todos.
Como consequência temos uma sociedade insatisfeita e revoltosa que nada ajuda para superar os problemas que realmente existem e sempre existiram.

Seria melhor, ao invés de se virarem as costas, se procurassem encontrar as saídas possíveis para ela e canalizar as energias para soluções e não para a vitimização e fúria.

Deste modo torna-se mais difícil enfrentá-la e superar.

Ou, em vez de lhe chamar-mos crise a todo o momento, devíamos apelidá-la de mudança. Os sentimentos que ela provocou levaram involuntariamente ao aumento de gastos em vícios como o álcool, tabaco, viagens e outros. Logo, em vez da poupança que se deveria esperar numa crise, o resultado foi o gasto exagerado, o medo e o redobrar do egoísmo.


Teresa Maria Batista Gil

Título: Problemas da Crise Económica mundial

Autor: Teresa Maria Gil (todos os textos)

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Comentários - Problemas da Crise Económica mundial

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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