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Início > Textos > Categoria > Outros > Oh Passos, vai pró raio que t Esparta!

Oh Passos, vai pró raio que t Esparta!

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Comentários: 6
Oh Passos, vai pró raio que t Esparta!

O "nosso" primeiro-ministro quer que os portugueses sejam menos piegas. Leu bem: PIEGAS! Ora sempre tomei a palavra como sendo algo depreciativa mesmo se usada num contexto humorístico.

Então fiz um exercício: http://priberam.pt. E aqui encontrei o significado de piegas conforme os autores do dicionário:piegas(origem obscura) rnadj. 2 g. 2 núm. s. 2 g. 2 núm.rn1. [Depreciativo] Que ou quem é muito sensível ou assustadiço.rn2. [Depreciativo] Que ou quem se prende com pequenas coisas.rnrnOra então fico sem perceber o que queria o gajo dizer.

É que com os sentidos dados não me é possível deixar de ser piegas - e presumo que à grande maioria da população residente em Portugal também não seja possível. Vejamos!Sou muito sensível?




Sou sim senhor. Toda e qualquer das seguintes palavras já me causa calafrios, tremores, suores, insónias, febres altas, dores de barriga, entre outros sintomas: "troika", "austeridade", "novas medidas", "sacrifícios", "mais sacrifícios", "novos sacrifícios", "esperança", "futuro", "jovens", "reformas", "taxa de natalidade", "poupança", "Passos Coelho", "Cavaco Silva", "PSD", "PS", e agora podia continuar quase ad aeternum... rnSou assustadiço? Sou pois.

Até me cago todo quando ouço na televisão alguém pronunciar a palavra "Portugueses"... é que já sei que é alguém que me vai pedir mais qualquer coisa! Até dou por mim muitas vezes a soluçar como uma menina de 5 anos - por dentro claro que por fora temos que ser machos latinos, homens a sério, como os neo-liberais...Prendo-me com pequenas coisas? Tenho que reconhecer que o primeiro-ministro tem razão. Muitas vezes fico preso de movimentos a olhar para pequenos papéis normalmente em formato A4 que se chamam FATURAS, mais conhecidos entre a malta como CONTAS.

Fico literalmente preso de movimentos, especado a olhar para os papéis, para as letras, para os números, e de repente números e letras confundem-se porque parece que se estão a mexer e parecem dançar uns com os outros, rodopiando em meu redor e arrebatando-me e sendo eu esmagado pelo peso dos papéis (gramas, meras gramas... Só depois é que volto a mim e percebo que todo o rodopio e agitação afinal foram só dentro da minha cabeça que a mil à hora tentava perceber como é que vou pagar aquelas contas...rnEm suma, sou piegas, sim senhor. Mas não peço desculpa por isso. Nem peço desculpa por este país estar como está.

Afinal, foram os Passos Coelhos de Portugal que o deixaram no estado em que está, não eu. Sabe que mais, sr. primeiro-ministro? Tal como os gregos, também eu grito: "NÃO AGUENTO MAIS!"... Mas talvez o meu mal seja realmente ser piegas. Devia ser menos grego e mais espartano: gritar a plenos pulmões "ISTO É PORTUGAL, VAI PRÓ RAIO QUE T ESPARTA!!!" e dar-te um pontapé bem no meio dessa tua peitaça neo-liberal e mandar-te para o fundo de um poço ainda mais fundo do que o poço em que tu e os teus "bois" nos meteram...


Valter Manuel Viegas da Encarnação

Título: Oh Passos, vai pró raio que t Esparta!

Autor: Valter Manuel Encarnação (todos os textos)

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Comentários     ( 6 )    recentes

  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoSousa

    15-05-2012 às 13:55:30

    É fácil falar, mas e trabalhar??? Isso é que eu queria, era trabalhar.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoValter

    11-05-2012 às 15:32:55

    Cambada de ladrões não faz nenhum

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoRita Melo A.

    25-04-2012 às 23:37:52

    Francamente, isto só pode ser um ataque politico, o Sr. Ministro ser um piegas?
    Piegas é o nome do livro ao da pessoa?
    Aqui , em Riba de Aves , nós chamamos piegas ...lóritóles.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoJose

    20-04-2012 às 16:45:29

    Esses andam para ai a roubar e nem sabem o que fazer ao dinheiro....

    ¬ Responder
  • AndréAndré

    20-04-2012 às 13:37:08

    Tenho que admitir que ao ler isto me sinto obrigado a concordar com o Sr. Primeiro Ministro... E por que?? ora vejamos bem:
    Queremos todos grandes ordenados e vidas boa, ora até aqui tudo bem, eu também quero. Mas em troca do quê é que queremos isso?? Pois bem NADA.... Queremos todos trabalhar pouco e fazer NENHUM.. pois bem se querem alguma coisa, lamento informar mas é a trabalhar que a conquistam, e dar o litro... Sim porque é preciso demonstrar todos os dias de trabalho que mereço aquele local e não apenas tomar o posto como adquirido.. A vida não é fácil, à que fazer por merecer o que temos, e se acham que as entidades empregadoras se aproveitam dos trabalhadores, não digo que não, mas pensem que essas entidades não são NADA sem os seus trabalhadores, são eles que produzem o que faz subsistir a sua empresa e siga em um bom rumo, é acreditem se trabalharem bem e com qualidade é difícil não melhorar internamente...
    Agora visto este lado do PIEGAS, sim somos piegas, porque?? porque achamos que somos muito bons e merecemos muito e bla, bla, bla, whiskas saquetas, bla bla bla...
    É só chorar e reclamar...
    Mas pronto é a mentalidade que temos..
    E agora para ultimo ponto, as 8 horas de trabalho não são para retirar 1h para almoço, 30min para o café de manha e a tarde, 30min para os cigarros durante o dia, os 40 min para a conversa com os colegas, 1h na Internet a fazer NADA, 30 min das chamadas e mensagens feitas e enviadas.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãotoni

    17-04-2012 às 00:13:19

    adorei o texto...concordo com tudo o que escreveste ...parabéns....com sorte o passinhos lê o texto e pirasse daqui para fora...

    ¬ Responder

Comentários - Oh Passos, vai pró raio que t Esparta!

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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