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O que fazer quando a distância ameaça a relação

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
O que fazer quando a distância ameaça a relação

São vários os motivos que podem obrigar as pessoas a viver uma relação à distância, e de entre esses motivos destacam-se as questões profissionais.

Nestes casos, a distância pode ser um grande problema ou um problema não tão grande dependendo da situação afectiva e emocional em que o casal se encontra nesse momento.

A distância muitas vez funciona como uma desculpa para terminar uma relação que já não andava bem e que não tinha futuro. Neste tipo de situações a distância apenas precipita algo que provavelmente iria acontecer mais dia, menos dia.

O importante nestas situações é que o casal fale e decida em conjunto o que fazer perante a situação. O tempo é mais importante que a distância, e se a distância for longa mas o tempo for curto então a questão pode ser facilmente ultrapassável, no entanto se o tempo de separação for longo a situação já é mais complicada.

Apesar disso, se o casal for realmente unido e estiverem os dois dispostos a fazer esse sacrifício é perfeitamente possível manter a relação forte mesmo que a separação seja algo longa. O importante é manter o interesse e “manter-se perto” apesar de estar longe. Hoje em dia, e com todas as tecnologias de comunicação que estão à disposição das pessoas, esta tarefa está imensamente facilitada quando comparada com a realidade de há apenas alguns anos atrás.

As pessoas podem facilmente comunicar por telefone, e-mail, mensagens instantâneas (Messenger) e até por vídeo, e por isso se houver vontade e interesse, o casal pode manter a relação viva e manterem-se “próximos”. Obviamente, a partir física da relação é interrompida, mas se o tempo de separação não for excessivamente longo, também é possível superar essa situação.

Por outro lado, se uma das partes ou ambos começarem a perder o interesse, se os contactos passarem a ser cada vez menos frequentes e mais curtos, então a probabilidade das coisas darem para o torto aumenta, porque as memórias começam a desvanecer (“a chama enfraquece”), e ao mesmo tempo surgirá a necessidade de procurar novos relacionamentos.

No caso de a relação estar numa fase inicial, a distância até pode contribuir para o fortalecimento dessa relação, uma vez que o casal não tem aquele contacto diário que muitas vezes gera situações de desacordo e discussões.

O mais importante mesmo é que o casal tome uma decisão em relação à sua situação e que ambos se comprometam com a decisão tomada. Se isso acontecer tudo correrá pelo melhor, independentemente da distância.


Carlos Vieira

Título: O que fazer quando a distância ameaça a relação

Autor: Carlos Vieira (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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