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Língua Portuguesa: Vossa Majestade Ou Sua Majestade?

Categoria: Outros
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Língua Portuguesa: Vossa Majestade Ou Sua Majestade?

Será que você saberia responder em que momento essas suas formas de tratamento poderiam ser usadas? Para algumas pessoas ainda causam muitas dúvidas e até confusão no uso de uma pela outra. Então, vamos destrinchá-las e a partir de agora você saberá como utilizá-la de forma correta e sem sombra alguma de dúvida!

Devemos usar VOSSA MAJESTADE quando falamos diretamente com o rei. Se falarmos a respeito do rei, devemos usar SUA MAJESTADE. Parece bem simples, não?
Mas, é sim!

A mesma regra se aplica a VOSSA EXCELÊNCIA e SUA EXCELÊNCIA, a VOSSA SENHORIA e SUA SENHORIA...

Observe o esquema:


- Vossa Majestade, Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Santidade – devem ser usadas quando nos dirigimos diretamente à pessoa.
Sua Majestade, Sua Excelência, Sua Senhoria, Sua Santidade – devem ser usadas quando nos referimos à pessoa.

Se estamos escrevendo uma carta para o governador, devemos chamá-lo de Vossa Excelência; A frase “falamos sobre Sua Excelência ontem na reunião” significa que não estamos falando com o governador, e sim a respeito dele.

Se o repórter fosse entrevistar o papa, deveria usar Vossa Santidade. Na matéria a respeito da visita do papa, deveria escrever: “Sua Santidade esteve no Brasil em 1997”.

Para Aprender Mais:


- Majestade ou Alteza?
Majestade pode ser tanto o rei quanto a rainha. Alteza é o tratamento para príncipes e princesas. Não devemos chamar a rainha de Alteza.

Bem, queridos leitores, espero que tenham aprendido de forma bem simples, clara e para que seja praticado no seu dia a dia as formas de tratamento da nossa língua portuguesa de maneira correta. Não devemos confiar nos modismos, naquilo que comumente vemos e ouvimos, inclusive, em jornais, revistas, notícias. Nem sempre esses veículos de comunicações transmitem a maneira certa da norma culta, então, sempre questione e busque informações precisas nos livros de gramáticas!


Yuri Silva

Título: Língua Portuguesa: Vossa Majestade Ou Sua Majestade?

Autor: Yuri Silva (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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