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Guerra de Tróia - o lado feminino ignorado

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
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Guerra de Tróia - o lado feminino ignorado

Hécuba é esposa de Príamo, rainha de Tróia, e mãe de Heitor. Após a morte de mais um filho, Hécuba reage mal quando Príamo quer ir sozinho às naus dos Aqueus, ao encontro de Aquiles, para recuperar o corpo de Heitor. Segundo esta, Príamo perdera toda a sabedoria que lhe era sabida. É uma mulher com fé nos deuses e pede a Zeus para rezar pelo seu esposo que vai trilhar um caminho tão perigoso para conseguir o corpo de Heitor. No final da obra, junto ao corpo morto, lamenta a perda de Heitor. Hécuba e o seu marido também tem um papel de destaque na destruição de Tróia, pois não cumpriram o oráculo, que os prevenia que Páris devia morrer. Hécuba representa aqui um papel de mãe protectora, mas, também, em parte, responsável pelo fim de Tróia.

Andrómaca é a esposa de Heitor, príncipe de Tróia, com quem teve um filho, Astíanax. A despedida de Heitor e Andrómaca é um momento triste e dramático. É descrita na obra como «Andrómaca de alvos braços», excelsa mãe, mulher maravilhosa, esposa amada, boa dona de casa e trabalhadora.

No final da obra, quando chega o corpo de Heitor, trazido pelo pai, Andrómaca faz um discurso de muita dor e sofrimento em nome dela e do seu filho desprotegido, pois agora é viúva e o seu filho órfão. Lamenta ainda não ter tido a oportunidade de despedir-se do seu marido já sabendo que ele caminhava para a morte. O papel desta mulher na obra é representar todas as mulheres que perderam os seus maridos na guerra.

A deusa Afrodite, oponente às deusas Hera e Atena, adjuvante aos Troianos, é a divindade feminina que faz frente às deusas. Para ganhar, utiliza os seus dons de beleza para conseguir o que quer, nomeadamente a maçã dourada e, mais tarde, o apoio do deus Ares para ajudar os Troianos.

Afrodite aparece na obra como a pessoa que semeou o amor entre Páris e Helena e, como tal, é a mensageira deles. A deusa é descrita na obra como uma mulher possuidora de um pescoço lindíssimo e de uma beleza infinita.


Daniela Vicente

Título: Guerra de Tróia - o lado feminino ignorado

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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