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Biografia de Alberto Caeiro

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Outros
Visitas: 22
Comentários: 3
Biografia de Alberto Caeiro

Alberto Caeiro da Silva foi inventado por Fernando Pessoa, querendo indicar que se trata duma personagem ficcional, dos heterónimos deste poeta português, como também é o caso de Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

Esta personagem ganhou vida com Fernando Pessoa, porém elaborou uma biografia para Caeiro, encachando-se perfeitamente no seu poema. Este nasce em Lisboa em mil novecentos e oitenta e nove, considerado como o “Mestre Ingénuo” devido a ter poucas instruções escolares (primária), falecendo a mil e novecentos e quinze, da doença tuberculose.

Alberto Caeiro era uma personagem que viveu toda a sua vida no campo, não tendo qualquer profissão, descrevia-se sendo um homem louro, de olhos azuis, frágil e de porte médio, anti metafísico, ligado á natureza, inocente, realista, alegre e sincero, sendo órfão de pais viveu certa parte da sua vida em casa duma Tia.

Proclamava a recusar o pensamento metafisico, era anti religioso, o sentimento social e individual, o misticismo e a filosofia devido ao facto de ter que pensar, afirmando que impedia a visão, fazendo existir a dor, o desespero, tornando a vida num clima mais hostil e incerto, no entanto não conseguia evitar o pensamento. Caeiro limitava-se simplesmente a modo de vida natural, observando a realidade com grande simplicidade. Para este, tudo o que estava ao seu redor, era para ser admirado e aproveitado, como todo o momento da sua vida, o envelhecer não lhe causava angústia, o pensamento não lhe obstruía a visão, observar o ser com o estar no momento, sentia-se completo.

A sua poesia era criada no presente, baseando-se exclusivamente na harmonia com a natureza, instantaneamente fluía a inspiração e ação de escrever, recusando o pensamento e sentimentos, traduzindo o real objetivo para o papel, com vocabulário simples e corrente, com frases curtas e versos livres, comparações simples, poucas metáforas, substantivos concretos limitando-se a reticências e frases interrogativas.

Esta personagem interligava-se ao Pessoa Ortónimo, com o facto de eliminar o pensamento e sentimentos, o ato de pensar. No entanto, também se interligava com os outros heterónimos, como Álvaro de Campos e Ricardo Reis, com a transmissão da sinceridade plena e o regresso às origens.


Sandra Mendes

Título: Biografia de Alberto Caeiro

Autor: Sandra Mendes (todos os textos)

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • Yuri SilvaYuri

    18-08-2014 às 01:53:50

    Muito boa a biografia de Alberto Campos. Bem, Fernando Pessoa é o cara, né?? srrsr

    ¬ Responder
  • Jovita CapitãoJovita Capitão

    17-09-2012 às 17:46:34

    Fernando pessoa tinha uma grande imaginação! Foi um poeta notável!

    ¬ Responder
  • Sofia NunesSofia Nunes

    17-09-2012 às 16:51:56

    Alberto Caeiro foi considerado pelo próprio Fernando Pessoa como o mestre entre os seus heterónimos, talvez por ser o mais genuíno- como refere, um homem do campo com pouca educação formal- que escrevia sobre a natureza e a qualidade da vida como algo passageiro com palavras simples, mas brilhantes. Representa aquilo que de mais inato existe em todos os seres humanos, que depois de corrompidos pelas cidades e pelo consumismo perdem a sua essência original.

    ¬ Responder

Comentários - Biografia de Alberto Caeiro

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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