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A Cidade Tão Sonhada Por Todos

Categoria: Outros
Comentários: 3
A Cidade Tão Sonhada Por Todos

O que mais tem neste mundo são cidades, mas o que menos tem são pessoas satisfeitas com o local onde moram. Se existem cidades de péssima qualidade é por conta do péssimo cuidado e negligência de seus habitantes. Para que todos nós alcancemos a cidade que tanto sonhamos é necessário sabermos como subir nos degraus do desenvolvimento humano. Conquistar bens materiais não garante uma vida de qualidade se no bairro não tiver uma boa segurança.

Estamos vivendo tempos difíceis onde as cidades em geral que antes eram pacatas, hoje são perigosas. Daqui a pouco, todo lugar será insuportável de tanta destruição e injustiça, mas isso pode ser evitado através do esforço de mudar a sociedade.

Não podemos ajudar o próximo somente em datas especiais como o Natal, e sim em todo tempo. Os anos se passam e nada muda em nossas cidades. Tudo isso por nossa culpa e também daqueles que prometeram fazer algo pelas cidades, mas não cumpriram. A cidade que tanto sonhamos é aquela que realiza o homem em todos os aspectos sem gerar desigualdade a ninguém. Nós só encontramos a solução para toda esta crise social se todos lutarem pelos seus direitos. O problema não está somente nos políticos que nada fazem, e sim em alguns cidadãos que vivem de braços cruzados. Se todos servissem uns aos outros, este mundo seria outro totalmente diferente.

Não podemos desistir deste sonho de desfrutar do melhor desta terra. Todo mês ter um salário digno pelos nossos esforços. Não podemos deixar de apresentar o nosso melhor desempenho na educação dos jovens e adolescentes. Somos nós que fazemos a cidade boa ou ruim. O escritor nada é sem o leitor e a cidade nada é sem os habitantes. A cidade que sonhamos não é aquela que tem uma linda aparência, mas sim aquela que é valorizada pelos seus habitantes. Cidades cheias de obras para nada servem se ainda há gente desempregada. Diversas oportunidades de emprego para nada servem se a educação tem piorado. No momento em que andarmos ao lado da cidade em que moramos, tudo se transformará. Se todos se desenvolvem, a cidade também desenvolve.

O problema da maioria dos que estão acima com grandes riquezas é que se preocupam somente consigo mesmo e se esquecem que existem outros cidadãos. Do que adianta Shopping Center se não tem quem comprar? Do que adianta parques se não tivermos segurança? Do que adianta condomínios de luxo se muitos moram na rua? Antes de edificar grandes construções precisamos edificar o ser humano que em sua maioria vive sem esperança. A cidade que queremos é aquela que mostra a nossa dignidade. Precisamos construir a união entre cada indivíduo e assim as cidades serão boas e aptas para que venhamos habitar com orgulho e honra.

Não podemos viver apenas para ganhar dinheiro. Devemos trabalhar pelo bem de nossas cidades. A cidade em que o povo se une é a cidade dos sonhos. A cidade em que a limpeza necessária é a de nosso coração e não das ruas. A cidade em que a beleza necessária é a união entre os povos ao invés de ter nossas casas sofisticadas. A cidade em que no mercado as coisas sejam mais acessíveis a todos. Não adianta gerarmos milhões de reais em nossa cidade se o dinheiro é investido nos mais favorecidos da sociedade. E eu ainda acredito que esta cidade tão sonhada será construída pela mudança da sociedade.


Natanael Genoel

Título: A Cidade Tão Sonhada Por Todos

Autor: Natanael Genoel (todos os textos)

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Comentários     ( 3 )    recentes

  • Yuri SilvaYuri

    30-08-2014 às 01:58:18

    Caramba! Que texto sensacional, Natanael! Tudo que escreveste é verdade! Meus parabéns! Gostei muitíssimo!

    ¬ Responder
  • Natanael

    30-08-2014 às 18:06:55

    Grato, amigo leitor! Se colocarmos em prática alcançamos a concretização desta visão.

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãorui

    19-06-2014 às 23:01:47

    lindo... amei

    ¬ Responder

Comentários - A Cidade Tão Sonhada Por Todos

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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