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A chegada do Cristianismo a África

Categoria: Outros
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Comentários: 10
A chegada do Cristianismo a África

O Cristianismo chegou ao Norte de África no tempo dos Apóstolos de Jesus Cristo. No ano 36 da era cristã (somente cinco anos após o Pentecostes, ou seja, a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos), a fé cristã chegou ao Sudão por meio de um funcionário da rainha Candace, de Meroé.

A tradição cristã atribui ao apóstolo São Marcos, evangelista, a fundação da Igreja em Alexandria, Egipto. Desde então, as comunidades cristãs foram-se multiplicando pelo Norte do continente africano e, no tempo das perseguições romanas – ocorridas até à chegada ao poder do imperador Constantino, no ano de 313 –, muitos foram os cristãos africanos que testemunharam a sua fé através do martírio.

No século iv, o Cristianismo gozava de grande vitalidade nos três reinos da Núbia: Nobadia, com capital em Pachoras (actualmente Faras), Makoria, com capital em Dôngola, na grande enseada do Nilo, e Alodia, com capital em Soba, na confluência do Nilo Azul com o Nilo Branco. Os reis foram baptizados e todos os súbditos recebiam educação cristã.

Depois de divisões políticas e religiosas, quando o rei Mercúrio ascendeu ao poder em Makoria, no ano 697, unificou novamente os três reinos, estabelecendo residência em Dôngola. O novo reino núbio estendia-se de Al-Kasr a poucos quilómetros de Assuão, no Egipto, até à quinta e sexta catarata do rio Nilo. A posição geográfica, no cruzamento entre o Egipto, a África negra e o Mediterrâneo, permitia controlar os principais postos comerciais. Dispunha de ouro, pedras semipreciosas, animais exóticos e todo o tipo de objectos metalúrgicos e de cerâmica.

Uma vez alcançada a unidade política, o rei Mercúrio conseguiu a unidade religiosa. E, graças a esta união, pôde ajudar as comunidades cristãs egípcias, que eram oprimidas pelos árabes.

Depois da morte de Mercúrio, no ano 710, sobreveio em período de instabilidade. Todavia, nem o reino vacilou nem se perdeu a unidade religiosa. Sucedeu-lhe no trono Ciríaco.

O novo rei núbio prosseguiu a política de união de todos os reinos cristãos. Esta era a única forma de fazer frente às forças do Islão. Todos juntos formavam uma barreira, que impedia a expansão muçulmana. Ciríaco sentiu-se tão forte, que se atreveu a organizar uma grande expedição militar para atacar o poder árabe do Egipto.

Após avanços e recuos, em que o poder dos exércitos de Ciríaco era invencível, os muçulmanos tiveram de ceder e seguiram-se dois séculos de consolidação e de auge do reino cristão, assistindo-se a um mensurável desenvolvimento cultural. Este período de esplendor durou até meados do século xiii, altura em que os reinos cristãos foram anexados pelos sultões (príncipes) mamelucos – escravos guerreiros ao serviço dos califas (soberanos), que imperaram no Egipto até 1517. Deste modo, num tempo que era de paz e de prosperidade económica, aconteceram perseguições terríveis a judeus e cristãos.


Maria Bijóias

Título: A chegada do Cristianismo a África

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Imagem por: commanderjaygold

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Comentários     ( 10 )    recentes

  • SophiaSophia

    23-05-2014 às 19:33:37

    Aprendi muito com o texto da chegada do cristianismo a África. Hoje pode-se ver que há grande perseguição sofrida por essa região. Como é bom conhecer as origens!!
    Cumprimentos,
    Sophia

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoLuís A. Rocha Manuel

    21-07-2013 às 23:26:01

    Eu vi e extrai o q me é necessário. gostaria de saber como era o continente africano antes da chegada do Cristianismo... Pelo q sei era uma confusão e ninguém conhecia o Deus todo podereso.... Preciso de mais fundamento..

    ¬ Responder
  • Alcides Sousa

    08-02-2013 às 21:25:03

    Olá, tudo bem??? Gostei bastante do seu texto,gostaria de parabenizá-la, pois o assunto é tratado de forma bem concisa e clara, não sendo fácil para alguns trabalhar a História da África, devido ao pouco tempo que tal disciplina passou a ser obrigatória na grade currícular de escolas e faculdades. Porém, aconselho que seria bom o uso de fontes, para assim, dar mais credibilidade ao texto, pois talvés, algumas críticas feitas por alguns referente ao texto, nasçam do desconhecimento de tal cadeira!! Obrigado!!!

    ¬ Responder
  • sara

    18-09-2012 às 18:53:43

    eu amei mais so que jesus nao era apostolo

    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de ClimatizaçãoADELANO CAMARDELLO

    31-01-2014 às 21:29:58

    O SENHOR JESUS e,era e sempre sera um apostolo. POIS entre a trindade um envia o outro. O PAI enviou seu FILHO e o filho enviou o ESPIRITO SANTO,mais tudo foi feito com proposito pois a palavra apostolo no original que dezer ENVIADO...CONTINUI A ESCREVER SOBRE O CRISTIANISMO na Africa, pois precisamos saber como estao nossos irmao.SUCESO emtudo que empreederes a fazer,e que o SENHOR JESUS lhe guarde do homem sem ELE, AMEM.IRMAO Adelano CAMARDELLO DE MANAUS.



    ¬ Responder
  • M.L.E.- Soluções de Climatizaçãobla blabla

    25-08-2012 às 22:18:40

    muito boom

    ¬ Responder
  • joao carlos vieira da silvajoao carlos vieira da silva

    04-05-2012 às 00:40:19

    gostaria de saber o que esta sendo feito pelas pessoas negras na africa que passa fome qual e a posicao da igreja nesta fase arual tanto catolicos quanto evangelicos e como podemos ajudar.uma ideia sera que se criarmos um selo para os blogeiros ao custo de 1 real ,este poderia ser revertido em alimento as almas que passam fome conforme se ve na internet

    ¬ Responder
  • Antonio CarlosbraunaAlexandra Barbosa dos Santos

    04-03-2012 às 02:30:44

    Jesus não era apostolo e sim o proprio mestre e o proprio Deus qdo pregar sob Jesus estudem a biblia e fale a verdade do nosso mestre e não o que vcs pensem que ele é obrigado

    ¬ Responder
  • jose camposjose campos

    18-02-2012 às 00:49:02

    @Daniel Araújo
    nao existe sao o unico santo so jeus!

    ¬ Responder
  • Daniel AraújoDaniel Araújo

    16-11-2010 às 00:26:48

    Olá Srª. Maria Bijóias, tudo bem??? Vi seu comentario sobre a chegada do cristianismo na África e vi bem interesante. Achei por bem perguntar, caso vc saiba responder... Aqui em seu comentário diz que os primeiros ensinamentos do cristianismo na África chegou por intermedio de um funcionário da rainha Candace, de Meroé; ...E como é visto o São Judas Tadeu discipulo de Jesus na África?

    ¬ Responder

Comentários - A chegada do Cristianismo a África

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Martelos e marrettas

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Tema: Ferramentas
Martelos e marrettas\"Rua
Os martelos e as marretas são, digamos assim, da mesma família. As marretas poderiam apelidar-se de “martelos com cauda”. Elas são bastante mais robustas e mantêm as devidas distâncias: o cabo é maior.

Ambos constituem, na sua génese, amplificadores de força destinados a converter o trabalho mecânico em energia cinética e pressão.

Com origem no latim medieval martellu, o martelo é um instrumento utilizado para “cacetear” objectos, com propósitos vários, pelo que o seu uso perpassa áreas como o Direito, a medicina, a carpintaria, a indústria pesada, a escultura, o desporto, as manifestações culturais, etcétera, variando, naturalmente, de formas, tamanhos e materiais de composição.

A diversidade dos martelos é, realmente, espantosa. O mascoto, por exemplo, é um martelo grande empregue no fabrico de moedas. Com a crise económica que assola o mundo actualmente, já se imaginam os governantes, a par dos banqueiros, de martelo em punho para que não falte nada às populações…

Há também o marrão que, mais do que o “papa-livros” que tira boas notas a tudo, constitui um grande martelo de ferro, adequado para partir pedra. Sempre poupa trabalho à pobre água mole…

O martelo de cozinha serve para amaciar carne. Daquela que se vai preparar, claro está, e não da de quem aparecer no entretanto para nos martelar a paciência…!

Já no âmbito desportivo, o lançamento do martelo representa uma das provas olímpicas, tendo sido recentemente adoptado na modalidade feminina. Imagine-se se, em vez do martelo, se lançasse a marreta… seria, certamente, mesmo sem juiz nem tribunal, a martelada que sentenciaria a sorte, ou melhor, o azar de alguém!

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