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Início > Textos > Categoria > Literatura > Poesias de Uma noite

Poesias de Uma noite

Categoria: Literatura
Poesias de Uma noite

as de Hoje

Consciência

A consciência de quem trabalha

Sem atrapalhar,

Quem se conscientiza

Conscientizando ao seu próximo

O valor de uma incalculável vida

Que como um livro que começa a ser

Escrito à partir do primeiro momento

Em que faz do sol de sua alma

Ser o seu sorriso,

Que nada mais espanta a tamanha

E efêmera consciência de tanto amar

[...]

E tanto desprezar.

O Desprezo

O desprezo a que lhe concedo

Com tanta e tamanha raiva

Poderia ser o mesmo a que com

Tanto amor,

Fogo da paixão

Concedia ao seu coração

Que faz da ilusão,

Ser o principio da escuridão

Atropelando a depressão que prova

Do seu veneno degustando da maldição,

Que em seu coração

Se cedeu ao principio de uma aventureira,

Embora apaixonante fosse a paixão.

Condição

A condição que hoje tenho

Para comprar um pão que me tirasse

Essa fome é o mesmo com a qual,

Por força maior alimento

O meu vício que

Sucessivamente degustar de minhas forças,

Enfraquecendo e

Amolecendo o meu caráter

Que já não tenho escrevo essa carta

Que mais parece poesia ou vice versa

[...]

Queria me inserir ao mundo que estou

Para usufruir do melhor me guarda,

Embora ainda me sinta uma carta uma carta

Que depois de ameaçada é jogada fora .

Ameaçada

Ameaçada a minha alma

É diariamente por quem que não vê,

Não me sente e,

Muito menos me conhece

Para dizer algo sem

Me julgar fazendo o mal uso da palavra

Que soa pela boca,

Sem tomar consciência do que diz,

Ou que pensa ou sente,

Embora o pensar mal já seja pecado

[...]

Por que então pensamos?

O Choque

O choque que tomei ao

Sentir o tamanho do fervor

De seu amor queimando

Na profundeza de minha alma

Tão quão inconsciente quanto

Ao coração que nada pensa,

Que nada diz e

Que nada julgue,

Embora sinta a dor de tanto amar

Sem poder expressar fazendo o mundo

Se abrir aos olhos de minha alma,

Que nada vê como eu vejo,

Embora eu também não o enxergue

Tão corretamente como imagino ser a alma

De quem teima em sofrer devido ao tão eterno amor.

O julgamento

O julgamento embora seja

Tão pesada quanto a banal e

Intensa paixão,

Que nada mais me

Consome como a correspondência

De amor tão imensa e

Insolúvel quanto à paixão que

Em meu coração se agiganta,

Enquanto a intolerância consumada

Pela perdição

Dessa tão incógnita imensidão

Que nada subtrai para apenas somar.

A Intolerância

A intolerância em relação ao

Amor que tudo faz somar e acrescentar,

Sem ao menos subtrair ou tirar algo

Que ao coração não satisfaz

Como a perdição

Na escuridão não o satisfez

Perdendo-se na escuridão

Que nada apavora ao coração

Que continua a alimentar essa paixão

Que ao céu lhe proporciona a perdição

Sem a tolerância da maldição

Que nada se acrescenta por apenas

Fazer subtração e

A divisão.


Kaique Barros

Título: Poesias de Uma noite

Autor: Kaique Barros (todos os textos)

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Comentários - Poesias de Uma noite

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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