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Início > Textos > Categoria > Literatura > O simbolismo na literatura brasileira

O simbolismo na literatura brasileira

Categoria: Literatura
Visitas: 88
Comentários: 5
O simbolismo na literatura brasileira

O simbolismo surgiu em uma época de transição para o século XX, em que as correntes materialistas e racionalistas não respondiam mais a nova realidade. O processo burguês industrial evoluía a passos largos e o neocolonialismo disputava novos mercados. Na Europa, o simbolismo aparece na desilusão e na frustração em transformar a sociedade burguesa industrial.

Sendo assim, houve uma ruptura, pois ficava difícil analisar o mundo exterior e entendê-lo racionalmente. A tendência natural foi negá-lo. Com isso, as tendências espiritualistas renasceram; o subconsciente e o inconsciente passaram a ser valorizados. Nesse contexto surgiu, então, uma oposição à civilização tecnológica acusada de materialista. É nesse ponto que nasce o simbolismo: cansaço do mundo, tomando as formas do isolamento, do pessimismo, da descrença e da oposição ao mundo burguês da conquista.

O simbolismo começou no Brasil oficialmente em 1893 com a publicação de dois livros de Cruz e Sousa: Missal, poemas em prosa e Broquéis, em versos e terminou na Semana de Arte Moderna. O simbolismo caminhava paralelo ao realismo, ao naturalismo, ao parnasianismo, opondo-se a eles e ao pré-modernismo.

A estética simbolista tem características bem marcantes. O objetivo e o subjetivo se confundem, pois o mundo e a alma têm afinidades misteriosas. Utiliza o recurso da sugestão, das tentativas de interpretar o mundo e o homem. Busca de ritmos mais musicais e insinuantes. As temáticas das produções ficavam em torno da morte, do distanciamento, das cerimônias litúrgicas, da neblina, da brancura e da transcendência. Os seguidores dessa escola literária tinham a elegância "nefelibata" (habitantes das nuvens), ou seja, possuiam aspectos estranhos e extravagantes. O uso de símbolos é bastante significativo, daí o nome da estética. No simbolismo há a valorização do inconsciente, dos estados da alma, do sonho e da loucura. Um mergulho no místico e no espiritual.

Os principais poetas simbolistas brasileiros foram Cruz e Sousa e Alphonsus Guimaraens. Cruz e Sousa foi naturalista inicialmente e por volta dos trinta anos, voltou-se para o simbolismo. Na forma, utilizou-se do parnasianismo e na ideia, do pessimismo e do materialismo dos realistas. Foi chamado de "Cisne Negro" e "Dante Negro". Broquéis foi publicado em vida, as outras obras são póstumas. Teve quatro filhos que morreram precocemente. Sofreu muito preconceito em vida pelo fato de ser negro.

Alphonsus de Guimaraens perdeu sua noiva e prima Constança cedo. Casou-se e teve 14 filhos. Foi chamado de "O solitário de Mariana". Foi admirador da poesia de Cruz e Sousa e suas temáticas giram em torno do misticismo, do amor (por Constança e pela Virgem Maria) e da morte.


Rosana Fernandes

Título: O simbolismo na literatura brasileira

Autor: Rosana Fernandes (todos os textos)

Visitas: 88

789 

Imagem por: guldfisken

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Comentários     ( 5 )    recentes

  • Anne TeixeiraAnne Teixeira

    05-10-2012 às 17:14:55

    A estória da literatura brasileira teve seus altos e baixos, e continuará tendo. Assim como a música, o cinema, a televisão, o teatro. Todos os tipos de arte sofrem transições. Algumas com mais ataques, outras com mais adeptos. O importante é que após a semana da arte moderna, muitos paradigmas foram quebrados. Como por exemplo, o uso da guitarra elétrica nas músicas brasileiras. Apesar de não ser da literatura,autores estavam presentes na passeata contra.

    ¬ Responder
  • Wallace RandalWallace Randal

    01-10-2012 às 21:15:31

    Boa tarde Rosana Fernandes, muito bom seu texto! É sempre bom estarmos ciente dos movimentos literários que nos antecederam. Acho que hoje em dia, grande parte dos jovens não se importa mais com a literatura, estão deixando de perceber o quão rico, mágico e impressionante ela é e como é fundamental isso para nossos dias. Creio que deveria ter mais textos revelando o quão rico é a literatura Brasileira. Um Abraço!

    ¬ Responder
  • Nilson EmpreendedorNilson Uemoto

    30-09-2012 às 20:49:15

    O simbolismo surgiu na França e tinha como objetivo se opor ao realismo e positivismo da época.De certa forma trata-se de uma visão bastante pessimista e individualista sobre o mundo.Acho interessante a parte desse movimento que se interessa pelo subconsciente e o inconsciente, buscando respostas na parte subjetiva e menos no mundo objetivo,dando particular importancia a parte espiritual.No Brasil vários poetas destacaram-se no simbolismo como Cruz e Souza e Alphonsus de Guimarães.

    ¬ Responder
  • Teresa Maria Batista GilTeresa Maria Batista Gil

    27-09-2012 às 13:19:51

    A literatura reflete uma simbiologia própria e em cada époa ela é diferente.No entanto´pode acontecer que se vá buscar a uma época uma cópia ou o renacer da sua literatura.Isso já aconteceu na antiguidade clássica por exemplo em que se fez renacer a cultura greco-romana.Toda a literatura reflete a época em que se vive ou viveu, com sua crítica construtiva ou não da sociedade. Ela é como um simbbolo dos valores e sentimentos.

    ¬ Responder
  • Sofia NunesSofia Nunes

    24-09-2012 às 15:33:37

    Achei o seu texto bastante interessante, sobretudo porque é sempre agradável conhecer mais sobre literatura e os géneros literários, como o nascimento dos mesmos e o contexto que os faz adquirir o sentido de que se encontram impregnados. No caso do simbolismo na literatura brasileira, interessam-me especialmente as premissas nas quais assenta, tomando o cansaço do mundo e do modo como as classes sociais estão organizadas como um dos seus pilares chave.

    ¬ Responder

Comentários - O simbolismo na literatura brasileira

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Os 10 melhores queijos holandeses

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Tema: Alimentação
Os 10 melhores queijos holandeses\"Rua
Os holandeses são conhecidos como “cabeças de queijo”. A partir daí, podemos notar e concluir que não são apenas amantes de queijo, mas também grandes produtores.
O queijo está presente na Holanda há milhares de anos, desde os tempos de Júlio César, que ficou encantado com os queijos que encontrou no local. Desde então, os queijos holandeses dividem espaço com as flores como símbolo da cultura da Holanda, gerando a maior parte do combustível econômico do país.

Os holandeses fabricam 650 milhões de quilos de queijo por ano, exportando dois terços desse volume para outros países. São os maiores exportadores de queijo do mundo.
Além disso, cada cidadão da Holanda come por ano, em média, 15 quilos de queijo.

Conheça os 10 melhores tipos de queijos holandeses:

1- Queijo Gouda
O queijo recebe o nome da cidade onde é produzido e é responsável por dois terços de toda a produção de queijos da Holanda. É o mais famoso e copiado no mundo.
Trata-se de um queijo macio e cremoso, em formato circular, com os famosos furinhos no meio. Pode-se encontrar variações no tempero, como especiarias e ervas finas. Possui um nível elevado de gordura de 48%, mas que garante o sabor único, úmido e macio do queijo. É considerado um dos melhores queijos do mundo.

2- Queijo Edam
É facilmente reconhecido por possuir no seu interior a coloração amarelo claro e camadas vermelhas ou alaranjadas nas partes mais externas. Possui um sabor picante e é mais seco se comparado com o tipo Gouda. Por esses motivos, possui menos gordura, 40%.

3- Queijo Leiden
Possui menor teor de gordura em comparação com os anteriores por se tratar de leite coado na fabricação do queijo. É mais firme e robusto, com consistência mais rígida. Pode conter especiarias em seu interior. Possui maturação mais prolongada e é prensado, o que o torna mais firme. Além de conter pimenta cominho na preparação da sua massa, dando um sabor mais do que especial ao queijo.

4- Queijo Maasdammer
Queijo com sabor de nozes fabricado na cidade de Maasdam. Também possui os famosos buracos no seu interior e um sabor peculiar e distinto. Possui estrutura firme, consistente, devido a sua cura precoce, de aproximadamente quatro semanas.

5- Queijo Cablanca
Esse queijo de cabra é classificado de duas maneiras: um tipo é fresco e mole, mais suave e cremoso; o outro é semiduro e curado, semelhante ao aspecto dos queijos gouda.
Os primeiros possuem sabor agradável e leve, por serem mais frescos. Enquanto os segundos possuem sabor mais forte e cítrico.

6- Queijo Boerenkaas

Queijo feito essencialmente de forma artesanal, o que o torna um queijo único e exclusivo, além de mais caro que os demais. Pelo menos metade do leite utilizado na fabricação desse queijo deve ser originário de vacas que são criadas na própria fazenda produtora. Além disso, o restante do leite utilizado não pode ser proveniente de mais do que duas fazendas diferentes e próximas ao local original de produção do queijo.

7- Queijo Defumado
Esse tipo de queijo é um pouco diferente dos demais. É fabricado e praticamente finalizado, após isso, é derretido e novamente prensado em formato de embutidos. É geralmente vendido por fatia, em formato de linguiça.

8- Queijo de cravo da Frísia
É um queijo preparado de leite desnatado na região da Frísia.
Além do cominho, leva na fabricação da sua massa pitadas de cravo. Isso garante a esse queijo um sabor forte, seco e rústico. Sua consistência é firme.



9- Queijo Parrano
É um queijo de vaca que possui um sabor que combina com doces aromas.
É um queijo feito nos moldes dos queijos italianos, parecido com a textura do parmesão. Por isso mesmo, é bastante usado na gastronomia italiana.

10 – Queijo Graskaas

Esse queijo é especial pois é feito a partir do primeiro leite produzido pelas vacas após retornarem da pastagem, depois de passarem o inverno trancadas nos celeiros.

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Filipe Mixa

Título:Os 10 melhores queijos holandeses

Autor:Filipe Mixa(todos os textos)

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