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Vida de adaptações

Categoria: Evangélicas
Vida de adaptações

"Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam,[a] dos que foram chamados de acordo com o seu propósito"
- Romanos 8:28

Tenho a vida como algo de verdadeiras adaptações. Isso não é sempre fácil de aceitar, mas é um aprendizado fulcral. Aprendemos que tudo ao nosso redor não gira em torno de nós. Um dia estamos bem, com dinheiro no bolso, comendo em restaurantes caros; outro dia, não temos nem para tomar um café preto!

Assim, a vida de adaptações deve ser levada com um coração aberto. Não devemos permitir nos angustiar, magoar-se com a vida, e sim viver esses momentos, pois sempre há algo a aprender com eles. Deus trabalha no nosso interior em meio a essas adaptações diárias e necessárias!

A tendência é nos aborrecermos por não ser do jeito que planejamos, idealizamos. Mas fique tranquilo! Isso não é para sempre e é o que nos consola constantemente. O melhor é que adquirimos experiências únicas quando nos deixamos levar de maneira leve, alegre e com tranquilidade.

Tive e tenho que me adaptar a diversas situações em que Deus tem permitido eu passar. No início, é difícil aceitar, mas depois paramos para refletir e orar, vemos quão bom isso ajudou em nosso crescer diário como pessoas de alto valor! Deus sempre se preocupa em melhorar nosso interior para que o Seu poder seja visto e refletido. Isso é fantástico!!!

Porém, nem sempre as pessoas sabem tirar uma lição positiva. Muitas delas acabam por ficarem rancorosas, melancólicas, rabugentas com as dores (batalhas, adaptações) que a vida proporciona. Elas não entendem que isso faz parte de uma dádiva do sofrimento. Há mais aprendizado nas lutas, sofrimentos que nas alegrias, festas e comemorações. Um coração sábio pertence ao que sabe arrancar da vida preciosas lições de dor e também de alegria.

O ouro para ser o que é passa por muitas lapidações para ter um brilho maior. E assim somos nós nas lapidações de Deus. Vamos brilhar mais quando nos deixamos ser moldados por quem nos conhece melhor que nós mesmos e qualquer pessoa neste mundo! Deixe-se ser lapidada com a vida cheia de adaptações!

Da próxima vez em que você tenha que se adaptar em alguma situação, ambiente, trabalho, estudo, lugar, enfim, qualquer coisa, aprenda com isso e mantenha seu coração aberto e feliz em meio a tudo que possa ocorrer! Certamente, seu brilho será numa distância maior e seu caráter será transformado naquilo que Deus quer para você!


Adriana Santos

Título: Vida de adaptações

Autor: Adriana Santos (todos os textos)

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Comentários - Vida de adaptações

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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