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O que Pode Aprender com os Estágios

Categoria: Empresariais
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Comentários: 1
O que Pode Aprender com os Estágios

Passou no seu curso? Terminou a sua licenciatura? Então está na hora de estagiar numa empresa cujo ramo se inclui na área do curso que tirou.

Fez toda a parte teórica com uma boa classificação e até se distinguiu em algumas áreas, mas o melhor é tentar perceber como se coloca toda a teoria na parte prática da sua vida profissional que se avizinha mesmo ao virar da esquina.

Em alguns cursos e licenciaturas, o período de estágio é obrigatório, implementando-se um determinado período de tempo para que obtenha a sua carteira profissional ou poder finalmente inscrever-se na Ordem do curso que tirou.

Mas enquanto uns julgam a palavra estagio como uma forma de se sentir inútil e escravizado, a realidade é que com pouca sorte, encontram-se empresas cujo trabalho dos estagiários é valorizado e útil.

O período de estágio é de aprendizagem e deve ser entendido como um prolongamento do curso que acabou de tirar. Vai aprender a lidar com cliente e a ver na realidade as necessidades destes, vai aprender a lidar com situações de stress e pressão e saber a melhor forma para lidar com todo o mundo empresarial e profissional. Pense acima de tudo que o período de estágio é a melhor forma de aprender a trabalhar, pois está a fazê-lo finalmente.

Considere todas as críticas (desde que construtivas, naturalmente) e apontamentos que lhe façam uma verdadeira forma de aprender e melhorar e se tiver que trabalhar até mais tarde para melhorar o seu percurso, faça-o sem julgar que está a ser explorado.

Um estágio deve ser composto por ensinamento / aprendizagem seguido de uma avaliação. Não se esqueça que essa avaliação poderá no futuro servir como carta de recomendação, pelo que se aconselha aplicação no seu desempenho.

Aprenda, espreite, pergunte, queira saber e mesmo que não esteja interessado em determinados aspectos que lhe queiram ensinar, não se esqueça que com as coisas chatas também se aprende.

Um estágio serve para ganhar experiencia e apostar na prática tudo aquilo que aprendeu em teoria.

Apesar de muitos cursos e licenciaturas não permitirem remunerações, senão é entendido como um trabalho e não um estágio, muitas empresas oferecem aos seus estagiários uma ajuda de custo para transporte e alimentação. Naturalmente que também existem alguns estágios que são remunerados, mas a realidade é que os valores são muto baixos na sua maioria.

Naturalmente que o bónus pode vir no final, quando o seu desempenho for perfeito e a empresa onde estagiou perceber que será uma mais valia considerá-lo para os quadros da empresa.


Carla Horta

Título: O que Pode Aprender com os Estágios

Autor: Carla Horta (todos os textos)

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Imagem por: laihiu

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    09-07-2014 às 19:40:53

    Já passei por um estágio e apos o término do período me contrataram. O momento do estágio é fundamental para ter experiência, dedicar-se e assim, conseguir ser contratada pela empresa. Que se aproveite ao máximo essa oportunidade!

    ¬ Responder

Comentários - O que Pode Aprender com os Estágios

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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