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Como pedir um aumento?

Categoria: Empresariais
Como pedir um aumento?

Num mundo em crescente competição torna-se por vezes difícil de tomar determinadas opções em especial quando se pretende um aumento de salário. Deste modo em primeiro lugar torna-se conveniente analisar bem a situação quer do funcionário quer da empresa ou outro organismo. No caso de empregos particulares a situação é mais complicada uma vez que se devem reunir os requisitos indispensáveis para pedir o referido aumento. Assim o funcionário deve analisar a sua situação e ver se contribuiu de algum modo para a evolução da empresa, deve conhecer as políticas por que ela se rege, analisar a sua escolaridade, os anos de experiência, há quanto tempo trabalha nela, a sua posição, horas extras e formação.

Após analisados estes requisitos deve preparar um discurso adequado e persuasivo, ter pulso forte e esperar a melhor oportunidade para falar com o chefe. Se já trabalha há dois anos e o seu desempenho foi bom deve enfrentar o chefe com postura e personalidade. Depois de estar preparado psicologicamente deve pedir uma hora para o encontro e falar com ele com segurança. Apesar de não haver nenhuma regra para pedir um aumento convêm usar de certa diplomacia e expor os seus pontos de vista relativamente ao trabalho e desempenho que conseguiu realizar nos anos anteriores.

Deve falar sempre em particular porque o falar junto com outros funcionários pode parecer um movimento sindical ou coagir o chefe a aumentar o salário.A conversa pode ser difícil e constrangedora, no entanto deve evitar-se falar em determinados assuntos nomeadamente assuntos pessoais, de filhos, de compras, de supermercados ou outros relacionados. O chefe não tem que resolver estes problemas mas sim os relacionados com o desempenho dos seus funcionários. Se a empresa lucrou com o trabalho do funcionário este deve apresentar a lista do trabalho que realizou a fim de analisarem se eles contribuíram para o crescimento e estabilidade da empresa.

É conveniente usar boa argumentação para a análise dos resultados e nunca comparar com os restantes ou outros salários de empresas semelhantes. Há que atender à estabilidade desta e no caso de não se ajustar tentar progredir noutra mais forte. No caso de trabalho em organismos públicos é mais fácil abordar um chefe porque os aumentos dos trabalhadores são definidos como regra geral para todos e em função da formação e desempenho dos trabalhadores. Actualmente com a crise económica tornou-se mais difícil progredir quer nas empresas particulares quer nas outras. Este discurso tem a ver com as políticas do estado e dos governantes e não com as dos funcionários.

Teresa Maria Batista Gil

Título: Como pedir um aumento?

Autor: Teresa Maria Gil (todos os textos)

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Imagem por: Sam Fox Photography

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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