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Afinal o que é a bolsa de valores

Categoria: Empresariais
Comentários: 1
Afinal o que é a bolsa de valores

Muito se ouve falar nas bolsas de valores, nas acções, nos crashs entre outros termos técnicos do foro económico, contudo a maior parte das pessoas nem sabe em que consiste a bolsa de valores. Muitas pessoas possuem aplicações no banco em que grande percentagem são constituída por acções e não fazem ideia do que se trata uma acção. Posto isto, o que é a bolsa de valores?

A bolsa de valores é um mercado monetário, onde se cruza oferta e procura de capital, esse capital é traduzido na forma de acções com cotações actualizadas constantemente, umas mais voláteis outras mais estáveis, cabe ao investidor (o detentor do capital que pretende adquirir acções de uma determinada empresa cotada em bolsa), seguir a sua estratégia mais ou menos conservadora, de forma a comprar empresas com cotação baixa mas com grande expectativa de ganho de valor, para isso estuda uma série de indicadores e analisa-os na conjuntura temporal em que pretende comprar para verificar as perspectivas de ganho de valor. Trata-se tudo de um jogo de especulação, muito perigoso, pois o mínimo rumor faz mexer bastante as cotações das empresas, facto que leva muita gente à falência e dá muito dinheiro a outros.

As empresas com acções cotadas encontram-se reunidas em bolsas, como por exemplo a bolsa de Nova York, a de Lisboa e do Japão, por forma a assegurar a transparência e o local do negócio de compra e venda de acções, como a sensibilidade dos mercados em relação a rumores pode ser muito elevada, devido a provocar grandes desequilíbrios entre oferta e procura, existem ainda entidades que fiscalizam, tudo o que se passa em redor do mercado e verificam a legalidade ou ilegalidade das transacções efectuadas, alem disso, as empresas cotadas devem a esta entidade dar conta de todos os movimentos que podem ter efeito na cotação das acções, para que esta esteja a par e possa prever os movimentos de compra ou venda anormais que possam vir a ocorrer.

Tradicionalmente as negociações ocorreram sempre num local físico da bolsa, contudo com os avanços tecnológicos hoje em dia já se fazem compras e vendas de acções através do computador, bastando um simples “clic”.

Vitor Costa

Título: Afinal o que é a bolsa de valores

Autor: Vitor Costa (todos os textos)

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Comentários     ( 1 )    recentes

  • Yuri SilvaYuri

    11-07-2014 às 17:39:32

    Teve um tempo que fiquei muito animado para investir na bolsa de valores. O problema é que, como todo investimento, requer dedicação e conhecimento da área. Como não tinha tempo, desisti. Mas, vejo como é rentável para quem sabe e conhece esse mercado.

    ¬ Responder

Comentários - Afinal o que é a bolsa de valores

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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