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O Fiel Jardinheiro - Dramático e Tocante

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: DVD Filmes
O Fiel Jardinheiro - Dramático e Tocante

Justin é um discreto diplomata britânico e Tessa uma activista dos direitos humanos. Os dois conhecem-se no Quénia e acabam por se apaixonar.

Tessa andava desconfiada sobre um medicamento que apareceu para combater uma futura epidemia de tuberculose. A sua desconfiança levou-a a investigar e descobriu situações muito graves. Todas essas descobertas acabaram por leva-la à morte. Tessa foi brutalmente assassinada numa zona remota do Quénia e o seu companheiro de viagem – um médico local - desapareceu, o que tudo indicava ser um crime passional mas que nunca convenceu Justin.

Justin não satisfeito com a justificação que lhe deram para a morte da sua mulher e revoltado com os rumores da infidelidade por parte da sua esposa, decidiu investigar a morte da mesma para tentar descobrir o verdadeiro motivo e os seus autores. Ele decidiu iniciar uma exaustiva investigação e acaba por perder a imagem de homem que não incomoda ricos e poderosos. Desta forma ele fica a conhecer melhor o caracter da mulher e descobre o submundo da indústria farmacêutica. Para além da verdadeira razão para a morte de Tessa, Justin também descobriu toda a verdade sobre Dypraxa (o medicamento milagroso para a tuberculose).

A farmacêutica KDF, uma empresa suíço-canadiana, foi a inventora do medicamento. Mas quem se encarregou de elaborar os testes e posteriormente comercializar o medicamento era ThreeBees, uma empresa inglesa.
Os testes eram feitos no Quénia usando as pessoas como cobaias. Devido ao facto do medicamente não ter a sua fórmula terminada, havia pessoas a ficarem doentes e outras até a morrer. Eram necessários mais estudos, mais pesquisa, mas isso implicava mais dinheiro e mais anos até terem o medicamento pronto. Daí que essa hipótese estava completamente fora de questão, e eles (KDF e ThreeBees) não se importavam minimamente com quem estava a morrer.

Quase no final, Justin consegue encontrar o médico que inventou o Dypraxa – Lorbeer. Um médico que se encontrava em África, a fazer trabalho comunitário. Quando lá chegou Lorbeer queimava medicamentos. Os mesmos encontravam-se fora do prazo. Lorbeer afirmou que as farmacêuticas davam medicamentos fora de prazo e que por isso ainda tinham benefícios fiscais pois era uma obra de caridade.

Justin ficou então a saber que a sua mulher Tessa tinha estado com Lorbeer e que este lhe tinha feito um depoimento em vídeo e por escrito, do qual ainda possuía uma cópia que entregou a Justin. Mesmo antes de ser assassinado, Justin, teve tempo para enviar aqueles documentos incriminatórios para o seu amigo e primo da sua mulher – Ham, que fez com que os mesmos fossem divulgados.

Foram vários os momentos do filme que me comoveram. O amor e a fidelidade de Justin a Tessa, demonstradas ao longo do filme foi sem dúvida o mais forte. Toda a sua luta para descobrir a verdade e nada mais do que a verdade é algo tocante. E a forma como morre, com o sentimento de dever cumprido e sempre com Tessa em pensamento. Na verdade a vida de Justin já tinha terminado quando Tessa morreu.

Outro tema que me tocou foi o facto de o factor económico sobrepor-se ao factor vida. Não importa se morrem milhares de pessoas, o que importa são os milhões nas contas bancárias. Continua-se a usar Africa para este género de experiências desumanas. Talvez pela pobreza, talvez pelo analfabetismo usa-se e abusa-se dos africanos e esquecem-se que eles também são pessoas, que têm direitos e que devem viver dignamente como qualquer um de nós.
Por tudo isto “O fiel jardineiro” é um filme que nos deixa a pensar sobre várias temáticas, sobre o poder económico e político deste mundo em que vivemos e em que muitas vezes nos esquecemos dos outros.


Cláudia Maria Costa Ralha

Título: O Fiel Jardinheiro - Dramático e Tocante

Autor: Cláudia Maria Ralha (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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