Bem vindo à Rua Direita!
Eu sou a Sophia, a assistente virtual da Rua Direita.
Em que posso ser-lhe útil?

Email

Questão

a carregar
Textos | Produtos                                                    
|
Top 30 | Categorias

Email

Password


Esqueceu a sua password?
Início > Textos > Categoria > Desporto > Futebol e religião – A fé dos atletas

Futebol e religião – A fé dos atletas

Categoria: Desporto
Visitas: 10
Comentários: 1
Futebol e religião – A fé dos atletas

Numa profissão que se sustenta de técnica, táctica, “sorte” e intensa emoção, muitos são os que pedem inspiração e protecção à entidade divina da sua devoção, na prática um só Deus invocado de diversas formas, na esperança de que caminhe (ou, neste caso, corra) lado a lado com eles.

É muito comum, sobretudo em jogos decisivos, verem-se futebolistas a fazer o sinal da cruz à entrada em campo ou a dirigir para o alto o seu olhar depois de um golo, em jeito de oferta e agradecimento. Os adeptos, por seu turno, fazem promessas a Deus e aos santos, rezam com muita veemência e usam imagens, crucifixos e medalhas ao peito ou apertam-nos entre as mãos com a força do seu entusiasmo.

Assim de repente, parece que um estádio de futebol e um templo religioso se encontram tão distantes como os dois hemisférios do globo, mas a verdade é que, tendo um jogo de futebol o estranho dom de colocar a nu índoles, emoções e reacções, de facto a proximidade com Deus no decorrer da partida pode ser uma realidade bastante profunda. Experimenta-se ali uma espécie de amor traduzido num sentimento de união. Deste modo, dá-se crédito e fundamento à frase «Deus este em todo o lado», num testemunho claro de que religião e desporto não são adversários, mas que, ao invés, têm tudo para ser bons aliados no aporte de felicidade naquele dia, e não só.

Os atletas, porém, carregam sobre os ombros o peso dos resultados, vendo-se obrigados a lidar com as suas emoções e com as dos adeptos. São, em geral, homens de convicções profundas, ensaiadas também nos treinos.

Rui Borges, por exemplo, oriundo de uma família tradicional católica, afastou-se da Igreja, mas por altura da adolescência percebeu que o vazio que sentia só poderia ser colmatado com o regresso à comunidade. Desde então, decidiu entregar a Deus todos os aspectos da sua vida, o que nos momentos mais difíceis de revelou uma preciosa ajuda. A presença que sentia (Deus) fê-lo seguir adiante e superar os obstáculos, dando sempre a volta às situações. Pretendendo retribuir esta presença, no ano em que foi para o Boavista candidatou-se a dar catequese, passando primeiramente por um grupo de jovens, o que alimentou sobremaneira a comunicação social na época.

Marco Aurélio, evangélico, afirma que Jesus é tudo na sua vida. Encara o conhecimento de Jesus como a sua maior bênção e atribui-Lhe a abertura do seu coração a Deus, que Se revela a cada dia de forma diferente. Para este jogador, a oração, esse momento de comunhão com Deus, é essencial. Ali, a sós com Deus, abre-se e põe diante d’Ele as expectativas, os motivos de gratidão e tudo o que pensa, sente e vive. Integra os Atletas de Cristo, um grupo evangélico que começou a frequentar em Goiânia, no Brasil, onde principiou a ver um Deus vivo, actuante. Marco Aurélio é consciente de que a visibilidade da sua profissão pode constituir uma mais-valia na missão de evangelização, sendo certo que o testemunho quotidiano é a forma mais coerente e eficaz de pregar que Deus é amor.

Fary, senegalês, já nasceu muçulmano. O jogador reconhece que lhe é impossível satisfazer todos os requisitos da sua religião, mas procura fazer tudo o que está ao seu alcance.. Este atleta cumpre o que é exequível do Ramadão, o que, embora não lhe seja nada fácil, realiza com toda a felicidade, pois acredita ser necessário fazer com prazer o que entende como a vontade de Deus. Para Fary, a fé não está na boca, mas no coração da pessoa. E, quando a fé em Deus é real, há certas coisas de mal que não se conseguem realizar. Paralelamente, os outros são muito importantes na vivência de Fary enquanto muçulmano, uma vez que a bondade, a generosidade e a paz representam alguns dos principais ensinamentos do Alcorão, os quais tenta seguir à risca para ser uma boa pessoa.


Maria Bijóias

Título: Futebol e religião – A fé dos atletas

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

Visitas: 10

762 

Imagem por: Ali Brohi

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários     ( 1 )    recentes

  • Rafaela CoronelRafaela

    30-06-2014 às 22:12:57

    É notório a expressão da fé em Deus dos jogadores de várias seleções, principalmente, a brasileia. Eles revelam até mesmo em campo, após o entrar da bola no gol. É muito lindo ver isso, muito mesmo!!!!

    ¬ Responder

Comentários - Futebol e religião – A fé dos atletas

voltar ao texto
  • Avatar *     (clique para seleccionar)


  • Nome *

  • Email

    opcional - receberá notificações

  • Mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios


  • Notifique-me de comentários neste texto por email.

  • Notifique-me de respostas ao meu comentário por email.

Um sinal de compromisso

Ler próximo texto...

Tema: Jóias Relógios
Um sinal de compromisso\"Rua
Exibir uma aliança de compromisso é, frequentemente, motivo de orgulho e, quando se olha para ela, vai-se rodando-a no dedo e fica-se com aquela expressão ridícula na cara.

Uma questão se coloca: qual a razão de estas alianças de compromisso serem tão fininhas: será porque os seus principais clientes, os jovens, são sujeitos de poucas posses (tendendo as mesadas a emagrecer ainda mais com a crise generalizada) ou porque esse compromisso, não obstante a paixão arrebatadora, é frágil e inseguro?

Sim, porque aqui há que fazer cálculos matemáticos: x compromissos vezes y alianças…com um orçamento limitado sobre um fundo sentimental infinito…

Depois, importa perpassar os tipos destas alianças. Há as provisórias, que duram em média quinze dias; há as voadoras, que atravessam os ares à velocidade da luz quando a coisa dá para o torto; há as que insistem em cair do dedo, sobretudo em momentos em que ter um compromisso se revela extremamente inoportuno; e depois há as residentes, que uma vez entradas não tornam a sair.

Os pombos-correios usam anilhas onde figuram códigos que os identificam. Talvez não fosse completamente descabido fazer umas inscrições deste género em algumas alianças de compromisso por aí…

Só para ajudar os mais esquecidos a recordarem a que “pombal” pertencem.

Pesquisar mais textos:

Rua Direita

Título:Um sinal de compromisso

Autor:Rua Direita(todos os textos)

Imagem por: Ali Brohi

Alerta

Tipo alerta:

Mensagem

Conte-nos porque marcou o texto. Essa informação não será publicada.

Deixe o seu comentárioDeixe o seu comentário

Comentários

  • Luene ZarcoLuene

    22-09-2014 às 05:46:10

    Um sinal de amor e lealdade perpétua! Adoro ver os vários modelos de aliança! Vale a pena escolher uma bem bonita!

    ¬ Responder

Pesquisar mais textos:

Deixe o seu comentário

  • Nome *

  • email

    opcional - receberá notificações

  • mensagem *

  • Os campos com * são obrigatórios