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Faça ginástica!Não deixe os músculos atrofiar

Categoria: Desporto
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Faça ginástica!Não deixe os músculos atrofiar

O termo “ginástica” vem do grego “gymnádzein”, que significa “treinar-se” e, numa acepção literal, “exercitar-se nu”, que era como os gregos executavam os exercícios.

Em tempos idos, quando o quotidiano da grande maioria das pessoas impunha uma intensa actividade física, como o trabalho no campo, a ginástica podia dispensar-se. Agora, porém, e mormente nas cidades, é uma premissa essencial para manter o organismo saudável.

A ginástica assenta numa série de movimentos repetidos inúmeras vezes para moldar ou definir diversos grupos musculares. É bastante procurada nos ginásios com intentos estéticos, mas, para além disso, reveste-se de primordial importância para a saúde, dado que o estilo de vida citadino motiva a falta de uso de determinados músculos, que acabam por ficar atrofiados. Desta necessidade de exercitação surgiu a ginástica como modalidade desportiva, apresentando evolução para algumas variantes.

Assim, a ginástica artística engloba, em competições onde se deve demonstrar total controlo do corpo, através da força, da agilidade, da coordenação, da flexibilidade e do equilíbrio, no caso dos homens, seis aparelhos (solo, salto, cavalo com arções, barras paralelas, barra fixa e argolas) e, no das mulheres, cinco (trave, solo, salto e barras, paralelas assimétricas).

A ginástica rítmica desportiva é exclusivamente feminina. As atletas rivalizam manuseando cinco aparelhos: arco, bola, corda, fita e maças. Os desafios podem ser individuais ou entre conjuntos de cinco desportistas. Vence a individualidade ou a equipa que tiver angariado mais pontos, atribuídos por um painel de juízes que avalia as actuações com base em critérios específicos: saltos, equilíbrio, flexibilidade, manipulação do aparelho e efeito artístico conseguido. Os concursos internacionais dividem-se em júnior (raparigas até aos 15 anos) e sénior (meninas com idade igual ou superior a 16 anos). Regra geral, as ginastas iniciam os treinos ainda muito jovens e atingem o auge no fim da adolescência.

A ginástica aeróbica desportiva consta da realização de coreografias que patenteiem força, agilidade, sincronismo e beleza plástica. As competições abarcam categorias de trios, duplas, individual masculino e individual feminino.

A ginástica acrobática vai beber às fontes das primeiras habilidades realizadas com a formação dos primeiros circos, no século XVII. Trata-se de levar a cabo sequências coreográficas acompanhadas de música, em pares ou em grupos, no tapete. Ginastas masculinos competem em duplas ou quartetos e femininos em duplas ou trios.

Parente próximo da ginástica acrobática, o trampolim acrobático materializa outra variante, que tem a dita de desenvolver capacidades de coordenação motora.

Quase todas as escolas dispensam algum tempo à iniciação da ginástica. Para competir, todavia, há que dedicar-se por períodos imensamente superiores e ter o apoio de treinadores especializados, bem como um local apropriado para treinar. Venha daí!



Maria Bijóias

Título: Faça ginástica!Não deixe os músculos atrofiar

Autor: Maria Bijóias (todos os textos)

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Comentários     ( 2 )    recentes

  • Luene ZarcoLuene

    10-10-2014 às 11:51:21

    Pratico regularmente ginástica localizada na minha casa e vejo o grande efeito que ela traz ao corpo. Deixa os músculos bem firmados, além de modelar o corpo. Amo essa prática e sempre quero seguir!

    ¬ Responder
  • Sofia NunesSofia Nunes

    14-09-2012 às 18:15:36

    Na verdade, poucas são as pessoas que praticam ginástica como forma de exercício físico. Isto porque os exercícios cardio e localizados são mais procurados. No entanto, a ginástica pode servir como complemento a outro género de exercícios, uma vez que comporta benefícios extra, nomeadamente o ganho ou manutenção da flexibilidade e, assim, da juventude. Praticar ginástica pode ser também menos cansativo quando comparado com os exercícios cardio, sendo assim adequado para pessoas mais velhas.

    ¬ Responder

Comentários - Faça ginástica!Não deixe os músculos atrofiar

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Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

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Tema: DVD Filmes
Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.\"Rua
Este texto irá falar sobre o filme Ex_Machina, nele podem e vão ocorrer Spoillers, então se ainda não viram o filme, vejam e voltem depois para lê-lo.

Impressões iniciais:

Ponto para o filme. Já que pela sinopse baixei a expectativa ao imaginar que era apenas mais um filme de robôs com complexo de Pinóquio, mas evidentemente que é muito mais que isso.

Desde as primeiras cenas é possível perceber que o filme tem algo de especial, pois não vemos uma cena de abertura com nenhuma perseguição, explosão ou ação sem propósito, típica em filmes hollywoodianos.
Mais um ponto, pois no geral o filme prende mais nos diálogos cerebrais do que na história em si, e isso é impressionante para o primeiro filme, como diretor, de Alex Garland (também roteirista do filme). O filme se mostrou eficiente em criar um ambiente de suspense, em um enredo, aparentemente sem vilões ou perigos, que prende o espectador.

Entrando um pouco no enredo, não é difícil imaginar que tem alguma coisa errada com Nathan Bateman (Oscar Isaac), que é o criador do android Ava (Alicia Vikander), pois ele vive isolado, está trabalhando num projeto de Inteligência Artificial secreto e quando o personagem orelha, Caleb Smith (Domhnall Gleeson), é introduzido no seu ambiente, o espectador fica esperando que em algum momento ele (Nathan) se mostrará como vilão. No entanto isso ocorre de uma forma bastante interessante no filme, logo chegaremos nela.

Falando um pouco da estética do filme, ponto para ele de novo, pois evita a grande cidade (comum nos filmes de FC) como foco e se concentra mais na casa de Nathan, que fica nas montanhas cercadas de florestas e bastante isolado. Logo de cara já é possível perceber que a estética foi pensada para ser lembrada, e não apenas um detalhe no filme. A pesar do ambiente ser isolado era preciso demonstras que os personagens estão em um mundo modernizado, por isso o cineasta opta por ousar na arquitetura da casa de Nathan.

A casa é nesses moldes novos onde a construção se mistura com o ambiente envolta. Usando artifícios como espelhos, muitas paredes de vidro, estruturas de madeira e rochas, dando a impressão de camuflagem para a mesma, coisa que os ambientalistas julgam favorável à natureza. Por dentro se pode ver de forma realista como podem ser as smart-house, não tenho certeza se o termo existe, mas cabe nesse exemplo. As paredes internas são cobertas com fibra ótica e trocam de cor, um efeito que além de estético ajuda a criar climas de suspense, pois há momentos onde ocorrem quedas de energia, então fica tudo vermelho e trancado.

O papel de Caleb á ajudar Nathan a testar a IA de AVA, mas com o desenrolar da história Nathan revela que o verdadeiro teste está em saber se Ava é capaz de “usar”, ou “se aproveitar” de Caleb, que se demonstra ser uma pessoa boa.

Caleb é o típico nerd introvertido, programador, sem amigos, sem família e sem namorada. Nathan também representa a evolução do nerd. O nerd nos dias de hoje. Por fora o cara é careca, barbudão com uns traços orientais (traços indianos, pois a Índia também fica no Oriente), bebê bastante e ao mesmo tempo malha e mantém uma dieta saudável pra compensar. E por dentro é um gênio da programação que criou, o google, o BlueBook, que é um sistema de busca muito eficiente.

Destaque para um diálogo sobre o BlueBook, onde Nathan fala para Caleb:
“Sabe, meus concorrentes estavam tão obcecados em sugar e ganhar dinheiro por meio de compras e mídia social. Achavam que ferramenta de pesquisa mapeava O QUE as pessoas pensavam. Mas na verdade eles eram um mapa de COMO as pessoas pensavam”.

Impulso. Resposta. Fluido. Imperfeição. Padronização. Caótico.

A questão filosófica vai além disso esbarrando no conceito de “vontade de potência”, de Nietzche, mas sobre isso não irei falar aqui, pois já há textos muito bons por aí.

Tem outra coisa que o filme me lembrou, que eu não sei se é referência ou se foi ocasional, mas o local onde Ava está presa e a forma como ela fica deitada num divã, e questiona se Caleb a observa por detrás das câmeras, lembra o filme “A pele que habito” de Almodóvar, um outro filme excelente que algum dia falarei por aqui.

Talvez seja uma versão “O endoesqueleto de metal e silicone que habito”, ou “O cérebro positrônico azul que habito”, mesmo assim não podia deixar de citar a cena por que é muito interessante.

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Jhon Erik Voese

Título:Ex-Machina e a máxima: cuidado ao mexer com os robôs.

Autor:Jhon Erik Voese(todos os textos)

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Comentários

  • Suassuna 11-09-2015 às 02:03:47

    Gostei do texto, irei conferir o filme.

    ¬ Responder
  • Jhon Erik VoeseJhon Erik Voese

    15-09-2015 às 15:51:02

    Que bom, obrigado! Espero que goste do filme também!

    ¬ Responder

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