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D. Pedro V, o Esperançoso

Categoria: Biografias
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D. Pedro V, o Esperançoso

D. Pedro V nasceu a 16 de Setembro de 1837, em Lisboa, filho de D. Maria II, a Educadora, e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, segundo marido da rainha portuguesa. D. Pedro marcou a história pela sua inteligência, beleza e personalidade difícil.

Em 1853, com a morte da sua mãe, D. Pedro V, o Esperançoso, com apenas 16 anos subiu ao trono português, mas só quando completou 18 anos foi aclamado, tendo sido até então o seu pai, D. Fernando, o regente do Reino.

Em 1854, em Dusseldorf, D. Pedro V conheceu a sua alma gémea, D. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, com 17 anos. A 29 de Abril de 1858, após vários anos de resistência, D. Pedro V casou por procuração com D. Estefânia, na igreja de Santa Edviges, em Berlim, e a 18 de Maio (um dia depois da rainha ter chegado à capital), em Lisboa, casaram pessoalmente na Igreja de SãO Domingos. A população ficou radiante com este casal tão feliz, que prometia trazer a paz por muitos anos. Infelizmente, a rainha morreu um ano depois do casamento, vítima de uma angina diftérica, sem o casal ter tido o desejado herdeiro para a Coroa Portuguesa.

Com a morte da rainha D. Estefânia, D. Pedro começa a isolar-se, acabando por falecer com 24 anos, a 11 de Novembro de 1861, vítima de febre tifóide. Fundou em 1860 o conhecido hospital D. Estefânia a pedido da mulher.

D. Luís foi quem sucedeu D. Pedro V no trono português. Nasceu em Lisboa a 31 de Outubro de 1838, e foi aclamado herdeiro da coroa a 22 de Dezembro de 1861. A 27 de Setembro de 1862, D. Luís, o Popular, casou com D. Maria Pia de Sabóia, e teve dois filhos, Carlos e Afonso Henriques.

Foi durante o seu reinado, que vemos retratado na história a Janeirinha, uma revolta popular contra o imposto geral de consumo, assim como uma grande instabilidade política. Em 1884, ficou definido o Mapa Cor-de-Rosa, ou seja, quem ficava com o quê em África.

D. Luís falece a 19 de Outubro de 1889 em Cascais. Encontra-se sepultado no Mosteir ode São Vicente, tal como o seu irmão.


Daniela Vicente

Título: D. Pedro V, o Esperançoso

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Pulp Fiction: 20 anos depois

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Tema: Arte
Pulp Fiction: 20 anos depois\"Rua
Faz hoje 20 anos que estreou um dos mais importantes ícones cinematográficos americanos.

Pulp Fiction é um marco do cinema, que atirou para a ribalta Quentin Tarantino e as suas ideias controversas (ainda poucos tinham visto o brilhante “Cães Danados”).

Repleto de referências ao cinema dos anos 70 e com uma escolha de casting excepcional, Pulp Fiction conquistou o público com um discurso incisivo (os monólogos bíblicos de Samuel L. Jackson são um exemplo disso), uma violência propositadamente mordaz e uma não linearidade na sucessão dos acontecimentos, tudo isto, associado a um ritmo alucinante.

As três narrativas principais entrelaçadas de dois assassinos, um pugilista e um casal, valeram-lhe a nomeação para sete Óscares da Academia, acabando por vencer na categoria de Melhor Argumento Original, ganhando também o Globo de Ouro para Melhor Argumento e a Palma D'Ouro do Festival de Cannes para Melhor Filme.

O elenco era composto por nomes como John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman e (porque há um português em cada canto do mundo) Maria de Medeiros.

Para muitos a sua banda sonora continua a constar na lista das melhores de sempre, e na memória cinéfila, ficam eternamente, os passos de dança de Uma Thurman e Travolta.

As personagens pareciam ser feitas à medida de cada actor.
Para John Travolta, até então conhecido pelos musicais “Grease” e “Febre de Sábado à Noite”, dar vida a Vincent Vega foi como um renascer na sua carreira.

Uma Thurman começou por recusar o papel de Mia Wallace, mas Tarantino soube ser persuasivo e leu-lhe o guião ao telefone até ela o aceitar.

Começava ali uma parceria profissional (como é habitual de Tarantino) que voltaria ao topo do sucesso com “Kill Bill”, quase 10 anos depois.

Com um humor negro afiadíssimo, Tarantino provou em 1994 que veio para revolucionar o cinema independente americano e nasceu aí uma inspirada carreira de sucesso, que ainda hoje é politicamente incorrecta, contradizendo-se da restante indústria.

Pulp Fiction é uma obra genial. Uma obra crua e simultaneamente refrescante, que sobreviveu ao tempo e se tornou um clássico.
Pulp Fiction foi uma lição de cinema!

Curiosidade Cinéfila:
pulp fiction ou revista pulp são nomes dados a revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início de 1900. Essas revistas geralmente eram dedicadas às histórias de fantasia e ficção científica e o termo “pulp fiction” foi usado para descrever histórias de qualidade menor ou absurdas.

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Carla Correia

Título:Pulp Fiction: 20 anos depois

Autor:Carla Correia(todos os textos)

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