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Caravaggio

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Arte
Caravaggio

Pequeno Baco doente, de Caravaggio, 1592-95, mostra Baco doente, de perfil, a comer uvas brancas. O rosto é o melhor indicador que o pintor usou para mostrar que Baco está doente, pois o seu corpo, ao contrário, expõe a sua musculatura ao observador. Baco iluminado contrasta com o fundo negro. Quase apoiado na mesa, chama atenção do observador para os pêssegos e uvas expostos. Para muitos este é o autorretrato de Caravaggio, que sofreu de uma doença durante muito tempo.

Rapaz com cesto de fruta, de Caravaggio, 1593-95, exibe um jovem rapaz com bochechas imberbes, sem barba, quase efeminado. O seu rosto e ombro estão iluminados pela luz, talvez por uma janela alta do lado esquerdo, lançando a sombra para o fundo da composição. O jovem carrega à sua frente uma cesta da fruta pintadas com grande requinte (Caravaggio no atelier de Cavalier D’Arpino aprendeu a arte de pintar frutos e flores).

Nossa Senhora dos escudeiros, de Caravaggio, de 1605, patenteia três figuras: Nossa Senhora, o Menino e Santa Ana, padroeira dos escudeiros (mãe de Nossa Senhora). Nossa Senhora e o Menino aflito tentam esmagar uma serpente, símbolo do pecado original, e Santa Ana observa a cena. Destacamos as roupas pobres das figuras vestidas como humildes camponeses. A luz vinda do lado esquerda ilumina a cena até à face de Santa Ana.

São Jerónimo escrevendo, de Caravaggio, 1605-06, expõe uma figura magra envolvida num manto vermelho, São Jerónimo. Estica o braço para molhar o pincel no tinteiro, argumento para obrigar o observador a deslocar o olhar para os livros e para a caveira. O fundo é negro, mas a luz sobre São Jerónimo, sobre a sua testa calva, destaca-se deste blackground.

David com a cabeça de Golias, de Caravaggio, 1609-10, representa David a segurar com a mão esquerda a cabeça de Golias, após o confronto. Na mão direita segura a espada com que cortou a cabeça do seu adversário. Na cabeça de Golias conseguimos ver a marcar da fisga de David. Não se sabe até que ponto Golias não é um autorretrato de Caravaggio, que foi condenado à morte. Esta obra foi encomendada por Scipione Borghese, assim como outras três telas.


Daniela Vicente

Título: Caravaggio

Autor: Daniela Vicente (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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