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Receita Vegetariana - Bolonhesa de Soja

Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Categoria: Alimentação
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Receita Vegetariana - Bolonhesa de Soja

A massa à bolonhesa, normalmente feita com carne picada, é um prato muito presente nos lares portugueses. A receita que aqui apresento é ligeiramente diferente mas não menos saborosa, sendo até mais económica, devido ao baixo preço da soja fina. O tempo de confeção é médio (cerca de trinta minutos) e a dificuldade é baixa. Sendo de soja, o prato conserva-se rico em proteína, sendo no entanto mais saudável face à tradicional bolonhesa de carne. Adicionar ou não queijo é, como comum com os pratos vegetarianos, opcional.

Para 4 pessoas os ingredientes necessários são: 3 chávenas de soja fina, um caldo culinário de legumes, sal, pimenta e azeite q.b., raminhos de salsa ou salsa picada, esparguete ou outra massa da sua preferência (o prato fica também agradável com lacinhos ou fusilli tricolor), uma garrafa pequena de polpa de tomate e cogumelos (se possível, prefira os frescos aos enlatados- para além de serem mais saborosos, são também mais saudáveis).

O modo de preparação é o seguinte:
Passe a soja fina por água, num escorredor de esparguete. Leve de seguida ao lume com o caldo culinário de legumes durante 5 minutos, para hidratar. Escorra e reserve. Prepare de seguida a massa: cozinhe-a em água abundante, em lume brando, com sal e um fio de azeite; pode também adicionar um caldo culinário de legumes, o que lhe conferirá um sabor mais apurado. Quando estiver ‘al dente’ retire e escorra, reservando de seguida.

Numa panela alta, que não convém ser muito estreita, aloure a cebola e o alho (deite o alho sempre cerca de 1 minuto depois da cebola, para que não se queime), adicionando sal e pimenta a gosto, seguido dos cogumelos. Quando estes estiverem fritos, junte o conteúdo de metade da embalagem de polpa de tomate, coloque em lume brando e, quando estiver quente, junte então a soja. Deixe apurar uns minutos, retifique os temperos e junte a massa. Misture tudo bem, adicione a restante polpa de tomate, um pouco de água e, se estiver muito ácido, uma colher chá de açúcar branco. Disponha num tabuleiro com ramos de salsa e está pronto a servir. Bom apetite!

Sofia Nunes

Título: Receita Vegetariana - Bolonhesa de Soja

Autor: Sofia Nunes (todos os textos)

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Os descendentes de Eça

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Texto escrito nos termos do novo acordo ortográfico.
Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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