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Ganso assado

Categoria: Alimentação
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Ganso assado

Em Portugal é usual fazer-se bacalhau com couves e peru na Época Natalícia. No entanto há outras ementas que são apropriadas para esta quadra e dias de festa como por exemplo o ganso assado que é muito apreciado na Inglaterra. Faz parte da tradição neste país mas é igualmente apreciado em Portugal.

Os ingredientes a utilizar são fáceis de encontrar e o preço acessível. Não se dispensam nesta ementa ameixas secas, maçãs, pão de mistura, natas, pimenta e geleia de maçã. Coisas que se podem ter quase sempre em casa:

- 1 ganso preparado com cerca de 5 kg;

Para o recheio:
- 250g de ameixas secas demolhadas e sem caroço;
- 500g de maçãs;
- 2 colheres de sopa de açúcar;
- 4-5 colheres de sopa de pão esfarelado;
- 0,2 dl de conhaque e canela.

Para o molho:
- 4 colheres de sopa de natas;
- 1-2 colheres de sopa de farinha; - 2-3 colheres de sopa de geleia de maçã, sal e pimenta preta.

Em primeiro deve lavar-se o ganso e secar. Em seguida temperar só com sal por dentro. Misturar as ameixas secas, escorridas, as maçãs descascadas, descaroçadas e cortadas aos cubos, açúcar, o conhaque, a canela, e o pão. Depois deve rechear-se o ganso com esta mistura e coser com a abertura e colocá-lo na grade do forno.

Por baixo deve colocar-se um tabuleiro com 3 chávenas de água e uma maçã cortada aos quartos. Em seguida leva-se a assar em forno quente (200 graus) previamente aquecido durante 2-3 horas e rega-se de vez em quando com o molho.

Passado 1 hora e 30 minutos da assa dura, deve picar-se a pele do ganso com um garfo para sair a gordura. Quando o ganso estiver pronto, deve pincelar-se com água fria temperada com sal, aumentar a temperatura do forno para 250 graus e deixa-se tostar durante 10 minutos.

Finalmente junta-se um pouco de água ao molho e leva-se ao lume com as natas, a farinha e a geleia de maçã. Tempera-se com sal e pimenta e deixa-se a ferver durante 10 minutos. Tiram-se os fios com que se coseu o ganso e coloca-se numa travessa.

Deve acompanhar com bolinhas de batata e couve-roxa estufada com maçã. O molho deve ser servido à parte e coloca-se numa taça para temperar ao gosto de cada um.

Esta fantástica ementa exige uma mesa bem cuidada e decorada de preferência com uns castiçais com velas.


Teresa Maria Batista Gil

Título: Ganso assado

Autor: Teresa Maria Gil (todos os textos)

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Imagem por: scaredy_kat

Comentários - Ganso assado

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Os descendentes de Eça

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Tema: Literatura
Os descendentes de Eça\"Rua
Recentemente, por via da comunicação social, soubemos da entrega do prémio Leya, a um trineto de Eça de Queirós. Julgo que bastou essa noticia, para que todos ficássemos curiosos sobre os seus descendentes…esse mistério, como o Mistério da Estrada de Sintra, começou a adensar-se entre quem se interessa por estas coisas da literatura e da genealogia…então aqui deixo algumas notas que poderão ser importantes para quiçá, um dia, um qualquer jornalista, ou editor, se lembre, de conseguir reunir todos os seus descendentes vivos e se tire uma fotografia de família.

José Maria Eça de Queirós, escritor pródigo da nossa nação, contraiu matrimónio em 1886, com Emília de Castro Pamplona Resende, condessa de Resende, deixando à data de sua morte, em Paris, quatro filhos como seus descendentes e herdeiros diretos; foram eles António Eça de Queirós, Maria Eça de Queirós, Alberto Eça de Queirós e José Maria Eça de Queirós; portanto três meninos e uma menina.
Através do site Geneall.net, foi possível perceber as linhas genealógicas que se seguiram aos seus filhos. No entanto, nem todos os nomes dos seus bisnetos e trinetos estão aí presentes, com certeza por motivos de ordem pessoal, de resguardo da privacidade, motivos que não podemos questionar. Porém, é possível, pelo menos determinar a existência desses membros da família queirosiana.

De antemão sabemos que não houve descendência por parte de dois dos seus filhos, António Eça de Queirós e de Alberto Eça de Queirós.
Maria Eça de Queirós teve dois filhos, uma menina e um menino, porém a menina morreu muito nova, ficando apenas o menino, de seu nome Manuel Pedro Benedito de Castro, que mais tarde casou com Maria da Graça Salema de Castro, a mulher que se tornou a primeira diretora da Fundação Eça de Queirós, na casa de Tormes, pertença da família da esposa de Eça de Queirós. Como Manuel Pedro Benedito de Castro não teve filhos, sabemos que por este ramo, terminou a descendência do escritor.

Convém, entretanto, acrescentar aqui uma curiosidade. Depois do regresso a Portugal da viúva de Eça, ela e os filhos, foram residir para a casa da Granja, pertencente à família de Sophia de Mello Breyner. Inicialmente como esta casa costumava ser arrendada pela família de Sophia, Emília de Castro, arrendou-a, vindo a compra-la uns anos depois. Portanto, é aqui nesta casa que ela cria os seus filhos, e é onde, José Maria Eça de Queirós, um dos seus filhos, permanece após a sua morte, tendo criado aqui os seus filhos e netos, e tendo aqui também falecido.

Podemos então seguramente afirmar que a sua grande linha de descendência parte do seu filho, com o mesmo nome, José Maria Eça de Queirós, que teve também ele, atente-se à curiosidade, quatro filhos, neste caso, ao inverso, um menino, e três meninas, respetivamente de seus nomes, Manuel Eça de Queirós, Maria das Dores Eça de Queirós, Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós e Emília Maria de Castro Eça de Queirós. Esta ultima, Emília, teve ao que consta nove filhos, sendo que um deles, Afonso Maria Eça de Queirós Cabral, é quem atualmente preside à Fundação acima citada, depois da morte da primeira presidente, referida atrás, Maria da Graça Salema de Castro.

Manuel Eça de Queirós por sua vez teve seis filhos, Maria das Dores Eça de Queirós teve três filhos, e Matilde Maria de Castro de Eça de Queirós, dois filhos. Somados, contabilizamos vinte, os bisnetos do famoso escritor. Seria interessante avançar um pouco mais nos ramos genealógicos e aflorar quem são ou pelo menos, quantos são os trinetos e tetranetos de Eça, por conseguinte fica aqui o desafio, pois é certo que porventura alguns destes descendentes não se conhecem, e nunca terão trocado qualquer impressão sobre o seu ascendente, para uns, bisavô, para outros trisavô, e ainda para outros, tetravô.

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Liliana Félix Leite

Título:Os descendentes de Eça

Autor:Liliana Félix Leite(todos os textos)

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